Marcopolo respondeu por 48%das vendas nacionais de ônibus – Jornal do Comércio

A Marcopolo elevou em quase sete pontos – de 41,3%, em 2016, para 48,1% no ano passado – a sua participação no mercado brasileiro de ônibus. Os volumes produzidos pela companhia de Caxias do Sul cresceram 17,3%, enquanto os nacionais se limitaram a 2,2%. Este foi um dos fatores determinantes para o desempenho positivo da empresa no exercício passado.

Os números foram divulgados nesta quinta-feira por meio de comunicado à bolsa de valores e publicação do balanço em jornais. Nesta sexta-feira, a diretoria realiza teleconferência com agentes do mercado para análise mais detalhada dos resultados e projeções para este ano.

A receita líquida consolidada somou R$ 2,876 bilhões, incremento de 11,7% sobre 2016. O resultado é reflexo, principalmente, da receita do mercado interno, que avançou 37,8%, totalizando valor próximo a R$ 1,1 bilhão. Destaque para as vendas dos modelos rodoviários, que praticamente dobraram. O mercado local respondeu por quase 38% da receita líquida, sete pontos de crescimento sobre o consolidado em 2016.

As exportações a partir do Brasil, somadas aos negócios das plantas do exterior, atingiram a receita de R$ 1,789 bilhão, queda de 5,5% sobre o registrado em 2016. Com isso, houve perda de participação no total da receita da Marcopolo, de 69% para 62%. A receita de exportação teve avanço de 5,2%, para R$ 999,5 milhões. Já o resultado das operações localizadas no exterior recuou 5,5%, para R$ 790 milhões.

A receita teve origem no registro de 10.591 unidades, crescimento de 15% sobre o ano anterior. Destas, 5.587 foram entregues no Brasil, alta de 26% e participação de 53% no total. Foram exportadas 2.975 carrocerias, incremento de 13% e participação de 28% nos volumes. Nas plantas do exterior, foram registradas 2.029 unidades, decréscimo de 0,3% e representatividade de 19%.

A companhia encerrou o ano com lucro líquido de R$ 82,1 milhões, com margem de 2,9%. Na comparação com o exercício anterior, houve recuo de 63% e perda de 5,7 pontos na margem.

O resultado, de acordo com o balanço, foi afetado por outras despesas operacionais, as quais somaram R$ 80,4 milhões, dos quais R$ 48,3 milhões não recorrentes. Entre eles, R$ 14,1 milhões ligados à reestruturação interna da companhia realizada no primeiro trimestre do ano; R$ 17,7 milhões ao impacto dos custos fixos e extraordinários decorrentes do incêndio que atingiu a fábrica de plásticos em setembro; e R$ 16,5 milhões a desvio de recursos financeiros identificados pela Marcopolo China.

Do remanescente, de R$ 32,1 milhões, metade está provisionada para indenizações de reclamatórias trabalhistas. O restante se divide em outras despesas, como provisões para perdas com estoques obsoletos e tributárias.

Em 2017, a Marcopolo investiu R$ 54,3 milhões, dos quais R$ 31,1 milhões na controladora. Nas controladas, foram investidos R$ 8,7 milhões na Neobus; R$ 7 milhões na Volare Espírito Santo; R$ 2,7 milhões na Polomex, no México; R$ 2,5 milhões na Volgren, na Austrália; R$ 900 mil na Marcopolo Rio; e R$ 1,4 milhão nas demais unidades. A companhia encerrou o ano com total de 12.360 funcionários, recuo de 3,5% sobre 2016. No Brasil, são 8.312 vagas, praticamente o mesmo número do ano anterior.

A diretoria tem expectativas ainda mais positivas para 2018. A carteira de pedidos atual é, segundo a empresa, mais robusta na comparação com o mesmo período do ano anterior. “O volume de negócios em andamento é superior ao verificado nos últimos anos, e há boas perspectivas para licitações, especialmente no âmbito do Programa Caminho da Escola, e exportações”, reforça o relatório.

 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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