Produção industrial recua 1,8% em janeiro, diz Ipea – Jornal do Comércio

Indústria


Notícia da edição impressa de 23/02/2018.
Alterada em 22/02 às 22h52min

Produção industrial recua 1,8% em janeiro, diz Ipea

Venda de papelão ondulado foi destaque positivo no mês passado

/CELULOSE IRANO/DIVULGAÇÃO/JC

A produção industrial, conforme medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deverá registrar queda de 1,8% em janeiro, na comparação com dezembro. A projeção foi apontada pelo Indicador Ipea de Produção Industrial de janeiro, calculado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), informou nesta quinta-feira o Grupo de Conjuntura do órgão.

Para calcular o Indicador Ipea de Produção Industrial, os pesquisadores usam dados coincidentes, como produção de aço e importação de bens intermediários. Segundo o Grupo de Conjuntura, houve queda generalizada nos indicadores coincidentes em janeiro.

A produção de aço, por exemplo, encolheu 2,7% na passagem de dezembro de 2017 para janeiro, conforme o Instituto Aço Brasil (IABr). A quantidade importada de bens intermediários caiu 1,4%, segundo a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). Já a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontou recuo de 2,3% na produção da indústria automobilística, na mesma base de comparação.

Na contramão, lembraram os pesquisadores do Ipea, as vendas de papel e papelão subiram 1,6%, de acordo com os dados da Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO).

A projeção de queda na série com ajuste sazonal não interrompe o momento de recuperação da atividade industrial neste início de ano, segundo o Ipea, em parte porque compensa a forte alta de 2,8% em dezembro ante novembro. Com isso, mesmo com a baixa em janeiro, o trimestre móvel encerrado mês passado registra alta de 2,1% no Indicador Ipea de Produção Industrial.

Além disso, o índice apontou alta de 5,4% em relação a janeiro de 2017. Na comparação com os níveis registrados no início do ano passado, todos os indicadores coincidentes estão no terreno positivo.

O único a apontar queda tem correlação invertida com as projeções de produção industrial: o indicador de estoques, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que caiu 10,2% ante janeiro de 2017.

Otimista, industriais gaúchos projetam continuidade da recuperação no setor, aponta a Fiergs

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei-RS) de fevereiro, divulgado nesta quinta-feira pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), revela otimismo disseminado entre os industriais gaúchos. O Icei-RS avançou 0,6 ponto, alcançando 61,6, a oitava alta consecutiva, o que representa a maior série desde janeiro de 2010 e o mais alto nível desde junho do mesmo ano. “A confiança do empresário vem ancorada no cenário favorável para demanda, juros e inflação para 2018, o que mantém as projeções de continuidade da recuperação da atividade industrial nos próximos meses”, explica o presidente da Fiergs, Gilberto Petry.

A pesquisa mensal aponta confiança quando o resultado fica acima dos 50 pontos, o que ocorreu em fevereiro. O levantamento deste mês, porém, não captou o impacto provocado pela suspensão da reforma da Previdência – anunciada esta semana -, pois a coleta de dados se encerrou no último dia 16.

Todos os indicadores que integram a pesquisa subiram em fevereiro. A principal contribuição para o aumento da confiança no mês foi dada pelo Índice de Condições Atuais (ICA), 57,2 pontos, a maior pontuação desde junho de 2010, e uma expansão de 1,6 ante janeiro. Entre os subcomponentes, o Índice Condições da Economia Brasileira passou de 55,2 para 57,4 pontos, o mesmo resultado do Índice de Condições Atuais das Empresas, que subiu 1,3 ponto em relação a janeiro. Ao crescer acima dos 50 pontos, os índices mostram que é cada vez maior entre os empresários gaúchos a percepção de melhora da economia nacional, assim como da situação das suas empresas.

No segundo mês de 2018, houve também um pequeno avanço nas perspectivas dos empresários. Para os próximos seis meses, o Índice de Expectativas passou de 63,6 pontos em janeiro para 63,9 em fevereiro, maior patamar nos últimos oito anos. Entre seus integrantes, o destaque ficou mais uma vez com a economia brasileira, cujo índice chegou a 59,9 pontos, 0,4 acima de janeiro e o mais alto desde fevereiro de 2011. Já o Índice de Expectativas da Própria Empresa permaneceu praticamente estável, em 66 pontos. O percentual de industriais gaúchos que projetam melhora na economia brasileira chegou a 47,8%, enquanto a fatia que prevê piora foi de 7,3%.


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Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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