Turismo fecha 12.690 vagas de emprego formal – Jornal do Comércio

As atividades relacionadas ao turismo sofreram em 2017, mesmo com o fim da recessão. No ano passado, o saldo entre contratações e demissões no setor do turismo em todo o País ficou negativo, sinalizando para o fechamento de 12.690 vagas de emprego formal, mostra estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Os dados negativos foram puxados pela crise particular do Rio. Em todo o estado, foram fechados 19.628 postos de trabalho em 2017. Para a CNC, “a violência e a crise financeira no Estado constituíram os fatores adicionais que vêm afetando o turismo no Rio”.

Alguns estados fecharam o ano com saldo positivo, indicando a abertura de vagas. Foi o caso de São Paulo (7.481 postos criados), Goiás (1.864 vagas), Paraná (1.301) e Santa Catarina (1.092). No Nordeste, os destaques foram Ceará (773) e Piauí (498).

O estudo também mostra que os segmentos que mais sustentaram empregos formais no turismo foram os de hospedagem e alimentação. O contingente de pessoas ocupadas formalmente no turismo encerrou 2017 em 2.921.314. Desse total, 65,3%, ou 1.907.086, dos trabalhadores estavam no segmento de hospedagem e alimentação.

“As atividades inerentes ao turismo vêm sendo afetadas pelas condições da economia, como a queda da procura. Os ajustes orçamentários e as escolhas que as famílias realizaram nos últimos anos devido ao desemprego e à alta dos preços e dos juros atingiram, sobretudo os ramos das atividades econômicas ligados ao lazer e às necessidades secundárias”, diz a nota distribuída pela CNC.

A Caixa Econômica Federal anunciou a abertura do Programa de Desligamento de Empregado (PDE). O objetivo do PDE, informa o banco, é ajustar a estrutura ao cenário competitivo e econômico atual, buscando mais eficiência.

Em nota, a Caixa informa que o período para adesão será de 23 de fevereiro a 5 de março. O desligamento ocorrerá por meio de rescisão do contrato de trabalho a pedido dos funcionários, dispensando-se o cumprimento de aviso prévio. “O limite máximo de desligamentos para o programa está fixado em 2.964 empregados e obedecerá o orçamento aprovado. Caso o banco atinja o número máximo de desligamentos, a expectativa é de economia de aproximadamente R$ 500 milhões ao ano a partir de dezembro de 2018”, diz o banco.

Podem aderir ao programa os empregados aposentados pelo INSS até a data de desligamento, sem exigência de tempo mínimo de efetivo exercício na Caixa; ou aptos a se aposentarem pelo INSS até 31 de dezembro de 2018, também sem exigência de tempo; ou com, no mínimo, 15 anos de trabalho na Caixa, no contrato de trabalho vigente, até a data de desligamento; ou ainda com adicional de incorporação de função de confiança/cargo em comissão/função gratificada até a data de desligamento, também sem exigência de tempo na Caixa.

O incentivo financeiro, de caráter indenizatório, será equivalente a 9,8 remunerações-base do empregado, considerando como referência a data de 31 de janeiro de 2018, e pago em parcela única, sem incidência de Imposto de Renda e sem recolhimento de encargos sociais. Segundo a Caixa, os empregados optantes ao Saúde Caixa que se aposentarem até 31 de dezembro e aderirem ao PDE terão a manutenção do plano. Os demais casos terão a manutenção do plano por 24 meses sem a possibilidade de prorrogação.

 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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