Ainda respondendo ao CMN, juros longos fecham em queda com ajuda do exterior – Jornal do Comércio

Os juros futuros terminaram a sessão regular desta segunda-feira (26), em queda nos vencimentos longos, enquanto os contratos curtos fecharam perto da estabilidade. O movimento da ponta longa continuou respondendo à decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de extinguir, em até dois anos, o prazo médio de repactuação mínimo (PRC) de 24 meses exigido aos fundos de investimento especialmente constituídos (FIEs) de seguradoras ou entidade abertas de previdência. Além disso, segundo os profissionais, o ambiente externo foi nesta segunda favorável a ativos de economias emergentes, como moedas.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou na máxima de 6,590%, de 6,570% no ajuste da sexta-feira e a do DI para janeiro de 2020 passou de 7,61% para 7,60%. A taxa do DI para janeiro de 2021 recuou de 8,52% para 8,48%. O DI para janeiro de 2023 encerrou com taxa de 9,27%, de 9,36% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 9,76% para 9,64%.

Sem agenda de indicadores nesta segunda-feira com potencial para mexer na percepção para a política monetária nos próximos meses, os contratos curtos oscilaram perto dos ajustes, durante todo o dia, enquanto os longos seguiram refletindo a medida do CMN e o exterior.

“Estamos sem muitas novidades neste pregão e também no fim de semana. Com isso, prevalece a decisão do CMN e mercados lá fora, que estão num ritmo mais positivo”, disse o trader da Quantitas Asset, Matheus Gallina, lembrando que o rendimento dos Treasuries estão em baixa e há apetite pelo risco de Bolsa.

Segundo Gallina, os dados da arrecadação ajudaram um pouco no alívio dos vencimentos longos, “impacto de 1 ou 2 pontos-base”. A arrecadação somou R$ 155,619 bilhões em janeiro, um aumento real (já descontada a inflação) de 10,12% na comparação com igual mês de 2017. Esse foi o terceiro mês consecutivo de aumentos nas receitas da União ante igual período do ano anterior e o melhor desempenho para meses de janeiro desde 2014. Ainda, o resultado superou o teto das estimativas dos economistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, de R$ 154,300 bilhões.

Nos demais ativos, o dólar à vista estava perto da estabilidade, cotado em R$ 2,2382 (-0,06%) perto das 16h30. No exterior, a taxa da T-Note de dez anos projetava 2,854%, de 2,827% no fim da tarde de sexta-feira. Nas ações, o Dow Jones subia 1,38% e o S&P 500, +0,94%.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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