Brasil tem menor déficit nas contas externas para janeiro desde 2009 – Valor

BRASÍLIA  –  (Atualizada às 11h53) O Brasil registrou no início de 2018 o menor déficit nas transações correntes para o mês em nove anos, informou o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha. O saldo negativo nas contas externas foi de US$ 4,310 bilhões em janeiro.

O resultado é ainda inferior aos US$ 6,1 bilhões de um ano antes e ficou abaixo do montante projetado pela autoridade monetária para o período, de US$ 5,3 bilhões.

Nos 12 meses até janeiro, a diferença entre o que país gastou e o que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, serviços, rendas e transferências unilaterais ficou negativa em US$ 8,987 bilhões, o equivalente a 0,44% do PIB estimado pela autoridade monetária. Em dezembro de 2017, o déficit foi equivalente a 0,48% do PIB, menor desde 2007, ou US$ 9,762 bilhões.

Para 2018 completo, o BC espera um déficit maior nas contas externas rem relação ao ao anterior, de US$ 18,4 bilhões contra US$ 9,762 bilhões. A razão para esse aumento, explicou Rocha, é o maior dinamismo da atividade, já que parte dessa demanda é direcionada para bens e serviços no exterior.

Investimento direto

O levantamento do BC mostrou que o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) ficou acima do previsto para o primeiro mês de 2018 – o montante correspondeu a R$ 6,466 bilhões ante previsão de US$ 3,5 bilhões. Em janeiro de 2017, contudo, houve ingresso de US$ 11,459 bilhões, captando duas operações de elevado volume no setor de elétrico. Para 2018, a estimativa da autoridade monetária é de ingresso de US$ 80 bilhões, ou 3,78% do PIB.

Nos 12 meses encerrados em janeiro, a entrade de investimento direto foi de US$ 65,339 bilhões, ou 3,17% do PIB, ante 3,42% do PIB no fim de 2017. O montante é mais que suficiente para cobrir o déficit em conta corrente de 0,44% do PIB nos 12 meses até janeiro.

Fazem parte do IDP os recursos destinados à participação no capital e os empréstimos diretos concedidos por matrizes de empresas multinacionais as suas filiais no país e vice-versa. O retorno de investimento brasileiro no exterior também integra essas estatísticas.

Em participação no capital, houve investimento de US$ 3,683 bilhões no início de 2018, excluindo lucros reinvestidos. E os lucros reinvestidos foram de US$ 518 milhões no mês. Já os empréstimos intercompanhias responderam por ingressos líquidos de US$ 2,782 bilhões em janeiro.

Ainda em janeiro, as empresas no Brasil receberam US$ 222 milhões em lucros e dividendos do exterior, abaixo do total remetido um ano antes, de US$ 870 milhões. Para 2018, a previsão é de saída de US$ 25,5 bilhões, após US$ 21 bilhões um ano antes.

Olhando apenas para remessas brutas, sem considerar remuneração de investimentos brasileiros no exterior, o Brasil remeteu US$ 1,420 bilhão em janeiro. Já as receitas ficaram em US$ 1,642 bilhão no mês.

Fonte Oficial: Valor.

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