CCR iniciou investigação interna após notícia de delação de Assad – Valor

SÃO PAULO  –  A CCR informou em teleconferência que iniciou processo de investigação imediatamente após as primeiras notícias sobre a citação da companhia na delação do empresário Adir Assad.

Segundo Arthur Piotto Filho, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, a investigação e apuração devem ficar a cargo da área de compliance da empresa com a possibilidade de contratação de um escritório de advocacia externo.

“Ainda não tivemos tempo hábil para avançar na análise”, afirmou o executivo.

Segundo informou na sexta-feira (23) o jornal “O Globo”, Adir Assad envolveu a concessionária de infraestrutura e o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, em um esquema de corrupção. De acordo com a publicação, Assad acusou Souza de receber “comissões” pela indicação do empresário para participar de um esquema que envolvia a CCR.

Assad diz que Souza o indicou para conversar com Renato Vale, presidente da empresa, e o diretor José Roberto Meirelles, em 2009. O delator afirmou que as operações com a concessionária geraram caixa de até R$ 45 milhões entre 2009 e 2012.

O empresário também disse ter apresentado para Vale seus negócios na categoria de automobilismo Stock Car e apresentou e-mails com notas fiscais e contratos de patrocínios superfaturados.

RockStar 

Na teleconferência a CCR disse que a RockStar foi a única empresa ligada ao empresário Adir Assad. Segundo a empresa, entre 2009 e 2012, a CCR e algumas de suas concessionárias firmaram contratos com a empresa RockStar para patrocínio de diversos eventos esportivos.

Em junho de 2012, após a citação da RockStar em reportagem onde constavam informações sobre suspeitas relacionadas a sua atuação, a CCR disse que optou por encerrar os contratos na época.

“Fizemos avaliação de custos e benefícios em contratação da RockStar. O objetivo era tomar a marca mais conhecida, e esses contratos nos davam a oportunidade de mostrar isso”, afirmou Piotto Filho. O executivo também afirmou que a contratação da RockStar seguiu os preços de mercado.

Notificação 

A companhia informou que ainda não recebeu nenhuma notificação ligada à citação da concessionária pelo empresário Adir Assad em delação da Operação Lava-Jato, disse o diretor financeiro e de relações com investidores.

“Tomamos conhecimento na sexta e não temos mais informações do que foi divulgado na imprensa”, afirmou o executivo. “A companhia é a maior interessada no esclarecimento das notícias.”

Questionado sobre uma possível abertura de programa de recompra devido à desvalorização das ações da empresa, o representante da CCR disse que ainda não há deliberação sobre o assunto, mas considerou a operação como uma possibilidade, dependendo da reação do mercado.

Após a divulgação da notícia com declarações de Assad, as ações da CCR aceleraram a queda na sexta-feira e fecharam o pregão com perda de 6,19% na B3, cotadas a R$ 13,79. Na sessão de hoje, a CCR ON abriu em queda.

Leia mais:

MPF apura elo de supostas contas de Paulo Preto com obras viárias em SP

 

CCR: Contratos com RockStar foram devidamente contabilizados

Fonte Oficial: Valor.

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