Juros futuros têm viés de baixa com dólar, Focus e agenda no radar – Jornal do Comércio

Os juros futuros oscilam ao redor dos ajustes anteriores, com viés negativo, pressionados pelo dólar mais fraco ante o real e no exterior em meio ao recuo dos rendimentos dos Treasuries. Lá fora, há um compasso de espera pelo primeiro depoimento semestral do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell.

Powell, que assumiu o comando do Fed no último dia 5, fala na Câmara dos Representantes na terça-feira e no Senado, na quinta-feira. Analistas preveem que Powell manterá a narrativa recente do Fed, de que o aperto na política monetária ocorrerá de forma gradual.

Os agentes de renda fixa fazem a leitura da pesquisa Focus, antes da divulgação da nota do setor externo e da arrecadação federal de janeiro, ambas de janeiro. Na semana, há expectativas ainda pelo Índice Geral de Preços – Mercados (IGP-M) de fevereiro e o resultado primário do Governo Central de janeiro (terça-feira); a Pnad Contínua de janeiro (quarta-feira); e pelo PIB do 4º trimestre do Brasil e balança comercial (quinta-feira).

Na Focus, divulgada pelo Banco Central, os economistas alteraram novamente suas projeções para a inflação de 2018, de 3,81% para 3,73%. Já a projeção para o índice de 2019 permaneceu em 4,25%, mesmo porcentual há quatro semanas. As projeções para Selic foram mantidas em 6,75% em 2018 e em 8,00% ao ano para 2019. Para o PIB, a expectativa de crescimento da economia passou de 2,80% para 2,89%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 3,00%.

O investidor também digere declarações desta manhã do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e também do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Meirelles disse que o BC sinalizou que pretende parar de cortar a Selic, “mas inflação tem surpreendido”. “Queda adicional da Selic é decisão do BC que depende das expectativas do IPCA”, disse o ministro.

Já o presidente da autoridade monetária destacou em discurso em um evento em São Paulo nesta manhã que a introdução da autonomia do Banco Central finalmente entrou nas prioridades do governo. Ele ressaltou que o BC brasileiro é um dos poucos do mundo que não tem mandato fixo para o presidente. Ilan reafirmou que o Brasil precisa continuar “no caminho de ajustes e reformas para manter a inflação baixa, a queda da taxa de juros estruturais e a recuperação sustentável da economia”.

Às 9h51min, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021, mais negociado, estava em 8,520%, igual ao ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2023 estava a 9,34%, de 9,36% no ajuste anterior. No câmbio, o dólar à vista caía 0,17%, a R$ 3,2349. O dólar futuro de março perdia 0,15%, aos R$ 3,2360.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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