Mercado aponta maior alta do PIB em 2018 – Jornal do Comércio

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 2,80% para 2,89% no Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira (26). Há um mês, a perspectiva estava em 2,66%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, em 3,00%. Quatro semanas atrás, a expectativa já era de 3%.

A mediana para o IPCA este ano caiu pela quarta semana consecutiva, de 3,81% para 3,73%. Há um mês, estava em 3,95%. Já a projeção para o índice de 2019 permaneceu em 4,25%, mesmo porcentual anotado há quatro semanas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, no início de fevereiro, que o IPCA de janeiro subiu 0,29%. O resultado ficou abaixo do que esperava o mercado financeiro. Em 12 meses, a taxa acumulada é de 2,86%.

O Banco Central atualizou suas projeções para o PIB no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado em dezembro. O crescimento projetado para 2017 – dado ainda não divulgado oficialmente pelo IBGE – é de 1,0%. Para 2018, a estimativa é de 2,6%. 

Já no câmbio a cotação da moeda americana no fim de 2018 seguiu em R$ 3,30. Há um mês, ela já estava neste patamar. O câmbio médio de 2018 seguiu em R$ 3,28, ante R$ 3,30 de um mês atrás. Para 2019, a projeção dos analistas seguiu em R$ 3,39, ante R$ 3,40 previstos quatro semanas atrás. A expectativa para o câmbio médio continuou em R$ 3,34, ante os R$ 3,35 vistos quatro semanas atrás.

O Focus também capta expectativas sobre a produção industrial, que em 2018 passou de avanço de 3,51% para alta de 3,76%. Há um mês, estava em 3,18%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 3,20% para 3,35%, ante 3,00% quatro semanas antes. No início de fevereiro, o IBGE informou que a produção industrial subiu 2,8% em dezembro ante novembro, encerrando 2017 com alta acumulada de 2,5%. 

Mercado reduz aposta de superávit na balança comercial

No Focus desta segunda, a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 55,30% para 55,10%. Há um mês, estava em 55,40%. Para 2019, a expectativa no boletim Focus em manteve em 57,70%, ante 58% de um mês atrás. Para a balança comercial, a estimativa de superávit comercial este ano caiu de US$ 54,60 bilhões para US$ 54,29 bilhões da última semana para esta, ante US$ 54,50 bilhões de um mês antes. Para 2019, a estimativa de superávit seguiu em US$ 45,0 bilhões, ante US$ 46,0 bilhões de um mês antes.

Na estimativa mais recente do BC, atualizada na Nota do Setor Externo divulgada em dezembro de 2017, o saldo positivo de 2018 ficará em US$ 59,0 bilhões. No caso da conta corrente, as previsões contidas no Focus para 2018 passaram de déficit de US$ 26,80 bilhões para déficit de US$ 26,60 bilhões. Há um mês, o déficit estimado era de US$ 27,20 bilhões. A estimativa do BC para o déficit em conta em 2018 é de US$ 18,4 bilhões. O mercado também alterou a projeção de rombo nas contas externas em 2019, de US$ 39,10 bilhões para US$ 38,80 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 40,00 bilhões.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário, tanto em 2018 quanto em 2019. A mediana das previsões para o IDP este ano seguiu em US$ 80,00 bilhões. Há um mês, estava no mesmo patamar. A projeção atual do BC para 2018 também é de IDP de US$ 80,0 bilhões. Para 2019, a perspectiva de volume de entradas de investimento direto, de acordo com o Focus, seguiu em US$ 80,0 bilhões. Há quatro semanas, o valor projetado era o mesmo.

Selic se mantém mesmo sem votação de reforma

Após a desistência do governo em votar a reforma da Previdência enquanto durar a intervenção federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic para o fim de 2018 e de 2019. O Focus trouxe mediana para a Selic de 6,75% ao ano em 2018. Já a projeção para a Selic em 2019 seguiu em 8,00% ao ano. Há um mês, estava no mesmo nível.

No último dia 7 de fevereiro, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 7,00% para 6,75% ao ano. Foi o décimo primeiro corte consecutivo. O colegiado também sinalizou que o mais provável é que o movimento tenha sido o último do atual ciclo de cortes da taxa básica. Uma nova redução poderia ocorrer em março apenas se o cenário melhorar e o risco diminuir. Na ata do encontro do Copom, divulgada há duas semanas, a perspectiva de manutenção da taxa básica foi reafirmada, embora a possibilidade de novo corte não tenha sido descartada.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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