Bolsas de Nova Iorque caem mais de 1%, pressionadas por visão de Powell sobre os EUA – Jornal do Comércio

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta terça-feira (27) em queda firme, pressionadas pelo otimismo do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, em relação à economia do país. As perdas se aceleraram nos minutos finais da sessão, quando os principais indicadores passaram a cair mais de 1%.

O índice Dow Jones caiu 299,24 pontos (-1,16%), para 25.410,03 pontos. O Nasdaq recuou 91,11 pontos (-1,23%), para 7.330,35 pontos, na mínima do dia. O S&P 500 cedeu 35,32 pontos (-1,27%), para 2.744,28 pontos.

Os investidores acionários aguardavam com ansiedade a fala de Powell ante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes dos EUA. A participação dele em audiência pública semestral era particularmente esperada por causa da recente volatilidade nos mercados, cuja tendência foi disparada após números acima do esperado da inflação e do emprego no país.

Powell pouco falou sobre as quedas nos mercados de ações e repetiu o tom gradualista em relação aos juros. Mas, ao se esquivar de pergunta sobre quantas elevações da taxa são esperadas por ele, o presidente do Fed deu uma declaração que impactou o ânimo do mercado com ativos de risco. “Desde dezembro, vimos dados sugerindo fortalecimento da economia. Minha perspectiva para a economia se fortaleceu desde então”, afirmou.

A fala de Powell foi entendida como uma sinalização de que ele pode não se opor à necessidade de juros mais altos na economia dos EUA caso a inflação mostre sinais de fortalecimento. Taxas mais altas afugentam investidores de ativos de risco, como ações, ao oferecer retornos similares com risco mais baixo.

Na avaliação do Danske Bank, Powell se mostrou “ligeiramente hawkish” (favorável a juros mais altos). O tom, no entanto, não mudou a projeção do banco dinamarquês, que segue prevendo três elevações de juros este ano nos EUA, intensidade que deve se repetir em 2019.

Setorialmente, houve destaque para a queda de 4,50% das ações da Walt Disney, que faz parte do índice Dow Jones. A queda ocorre diante da dificuldade que a empresa terá em comprar ativos da Fox.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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