Estoque de imóveis cai 12%, e preços podem subir – Jornal do Comércio

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Notícia da edição impressa de 27/02/2018.
Alterada em 26/02 às 22h37min

Estoque de imóveis cai 12%, e preços podem subir

Vinte e uma regiões foram monitoradas na pesquisa da Cbic

/GABRIELA DI BELLA/ARQUIVO/JC

Com as vendas superando os lançamentos em quase 12 mil unidades em 2017, o estoque de imóveis residenciais caiu 12,3% em relação ao ano anterior, de acordo com balanço da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) divulgado ontem. A instituição pesquisa o mercado imobiliário de 21 regiões do Brasil.

O ano passado fechou com 135 mil apartamentos à venda – é o menor número absoluto registrado pelo relatório desde o primeiro trimestre de 2016. Em 2017, os lançamentos cresceram 5,2%, para 82,3 mil unidades. As vendas no País tiveram alta maior, de 9,4%, com 94 mil unidades comercializadas. O impulso veio da Região Nordeste, onde as vendas subiram 29%.

“Os anos de 2015 e 2016 foram os piores do mercado imobiliário em 15 anos. No ano passado, começamos a ver uma pequena curva de melhora, e acreditamos em recuperação do preço das unidades a partir de 2018”, diz Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Cbic. Segundo o levantamento, o preço médio do metro quadrado no País em 2017 foi R$ 5.999,00. Dos imóveis em oferta final (estoque), 49% estavam em construção e 28%, prontos.

“Há um tempo atrás, estávamos com um estoque maior de produtos prontos, o que indicava um mercado em baixa”, disse José Carlos Martins, presidente da instituição. Para 2018, a expectativa é de alta de cerca de 10% nas vendas e nos lançamentos. Com a previsão de uma recuperação da caderneta de poupança, Martins diz que a tendência é que haja mais recursos disponíveis para imóveis destinados à classe média.

Índice de Confiança da Construção cai 1,2 ponto em fevereiro, diz Fundação Getulio Vargas

O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 1,2 ponto em fevereiro ante janeiro, alcançando 81,4 pontos. Segundo a FGV, a queda do indicador teve influência do menor otimismo dos empresários em relação às perspectivas de curto prazo. O Índice de Expectativas (IE) recuou 3,2 pontos, para 92,7 pontos, devolvendo a alta de janeiro. O otimismo dos empresários com a situação dos negócios nos seis meses seguintes diminuiu 3,3 pontos, para 94,9 pontos.

O coordenador da Sondagem da Construção, Itaiguara Bezerra, avalia que a redução do IE não indica uma mudança definitiva no humor dos empresários do setor, mas é um sinal de que o caminho a ser percorrido “não será fácil”.

“Após oito meses de altas consecutivas, o otimismo dos empresários arrefeceu. Houve um ajuste nas expectativas de curto prazo, mas, de modo geral, o empresariado ainda se mostra confiante com a situação corrente dos negócios”, disse Bezerra nesta segunda-feira, 26.

Apesar da queda nas expectativas, a satisfação dos empresários com a situação atual continua relativamente estável, conforme a FGV. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 0,6 ponto, para 70,5 pontos, o maior nível desde julho de 2015 (71,7 pontos).


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Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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