Após oscilar, dólar à vista cai com briga da Ptax e aposta em fluxo positivo – Jornal do Comércio

O dólar mostra volatilidade entre margens estreitas no mercado à vista, enquanto o contrato futuro de dólar para abril, mais negociado a partir desta quarta-feira (28) recua desde a abertura em meio a expectativas de ingressos de fluxo cambial no País após melhora na confiança industrial e no setor de serviços. O vaivém do dólar à vista reflete pressões técnicas derivadas da disputa entre comprados e vendidos em contratos cambiais em torno da formação da taxa Ptax desta data, que é a última de fevereiro, diz o diretor da Correparti Jefferson Rugik.

A Ptax desta quarta-feira (28) servirá na quinta-feira (1) para a liquidação do dólar futuro de março e os ajustes dos contratos cambiais e de swap cambial com vencimentos em meses subsequentes.

Além disso, investidores observam os sinais mistos do dólar ante moedas ligadas a commodities no exterior, diz Rugik. A expectativa agora é pela segunda estimativa para o PIB dos Estados Unidos do 4º trimestre de 2017 (10h30min, de Brasília), afirma ele.

O gerente de uma corretora de câmbio diz que os dados positivos de confiança da indústria e serviços no Brasil, divulgados mais cedo, reforçam a percepção positiva dos investidores e podem atrair novos fluxos cambiais financeiros, ajudando na queda do dólar ante o real.

Por volta das 9h49min, o dólar à vista tocou uma mínima, aos R$ 3,2401 (-0,28%), após ter subido e registrado máxima, aos R$ 3,2511 (+0,06%).

Mais cedo, a Fundação Getúlio Vargas informou que a confiança da indústria subiu 1 ponto em fevereiro ante janeiro, alcançando 100,4 pontos. Dessa maneira, o indicador ultrapassou o nível neutro de 100 pontos, saindo do patamar de pessimismo, pela primeira vez desde setembro de 2013 (101,7 pontos).

Também o Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 1,3 ponto na passagem de janeiro para fevereiro, para 93,1 pontos, na série com ajuste sazonal, atingindo o maior nível desde abril de 2014, quando estava em 95,9 pontos. Já o Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) caiu 7,1 pontos na passagem de janeiro para fevereiro, alcançando 102,5 pontos.

Na contramão, a taxa de desemprego no País piorou. Subiu para 12,2% no trimestre até janeiro de 2018, ante 11,8% no trimestre até dezembro de 2017, ficando também acima da mediana das projeções do mercado (12,0%) e dentro do intervalo das estimativas (11,7% e 12,6%).

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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