Bolsas asiáticas encerram mês com maiores perdas desde 2016 – Jornal do Comércio

As bolsas asiáticas tiveram perdas acentuadas nesta quarta-feira (28), refletindo o mau humor visto ontem em Wall Street e encerrando o turbulento mês de fevereiro com o pior desempenho em pelo menos mais de um ano.

Ontem, os mercados acionários de Nova Iorque caíram mais de 1%, em reação a comentários do recém-empossado presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell.

Em depoimento na Câmara dos Representantes, Powell demonstrou otimismo com a economia dos EUA, realimentando especulação de que o Fed poderá elevar juros quatro vezes ao longo de 2018, e não apenas três vezes, como havia previsto no fim do ano passado. Na quinta-feira (1), Powell falará no Senado americano.

Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 1,44% hoje, a 22.068,24 pontos, terminando fevereiro com desvalorização de 4,5%, a maior desde junho de 2016, mês que foi marcado pela decisão do Reino Unido de votar a favor de sua retirada da União Europeia, o chamado “Brexit”.

O mercado japonês também foi pressionado por uma decisão do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) de reduzir compras de dívida de longo prazo numa oferta que fará no fim da semana.

Na China, o Xangai Composto recuou 0,99%, a 3.259,41 pontos. No mês, a queda foi em torno de 6%, também a pior desde 2016. Já o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,16%, a 1.811,78 pontos, mas acumulou perdas pelo quarto mês consecutivo.

Os negócios chineses também foram afetados por dados fracos de manufatura. O índice de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) oficial do setor industrial chinês caiu de 51,3 em janeiro para 50,3 em fevereiro, atingindo o menor nível em 19 meses, ainda que a leitura acima de 50 indique expansão da atividade manufatureira.

Em Hong Kong, o Hang Seng teve baixa de 1,36%, a 30.844,72 pontos, e a perda no mês chegou a 6,2%, a mais intensa em dois anos. Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi caiu 1,17%, a 2.427,36 pontos, terminando fevereiro com queda de 5,4%, a maior desde junho de 2013. O mercado de Taiwan não operou hoje devido a um feriado local.

Este mês foi marcado por forte volatilidade nos mercados de ações globais, depois que as bolsas de Nova Iorque sofreram tombos históricos em meio a incertezas sobre o ritmo de futuras altas nos juros básicos dos EUA. Ontem, na Câmara, Powell confirmou que o Fed pretende apertar sua política monetária de forma gradual, mas não conseguiu abafar rumores de que poderá haver um quarto aumento de juros este ano, além dos três que já foram precificados.

Na Oceania, a bolsa da Austrália seguiu a fraqueza na Ásia e Wall Street, interrompendo uma sequência de cinco sessões positivas. O S&P/ASX 200 caiu 0,68% em Sydney, a 6.016,00 pontos. No mês, porém, a queda do índice australiano foi relativamente pequena, de 0,4%. 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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