Bolsas da Europa recuam diante da chance de aperto monetário nos EUA – Jornal do Comércio

As principais bolsas europeias fecharam em baixa nesta quarta-feira (28). O pregão europeu foi marcado pela cautela com a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) eleve os juros mais adiante, um dia após o presidente da instituição, Jerome Powell, mostrar uma avaliação otimista sobre a economia dos Estados Unidos. Além disso, investidores monitoraram indicadores e também as notícias relativas ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit.

O índice pan-europeu Stoxx 600 teve baixa de 0,71%, a 379,63 pontos.

Como ocorreu na terça-feira nas bolsas de Nova Iorque, a visão de Powell de que o quadro é favorável na economia americana e que isso justifica elevações graduais nos juros influiu negativamente nos índices acionários europeus. Na sexta-feira, o presidente do Fed fala novamente, agora no Senado.

Na agenda de indicadores, a prévia do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 1,2% em fevereiro, na comparação anual, uma desaceleração ante a alta de 1,3% de janeiro. Com isso, o CPI ficou um pouco mais distante da meta de inflação do Banco Central Europeu (BCE), de quase 2%. Na Alemanha, o índice de confiança do consumidor do instituto GfK caiu de 11 em fevereiro para 10,8 em março, ante expectativa de 10,9 dos analistas. Na França, por outro lado, houve revisão em alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, de 1,9% para 2,0% ante o ano anterior. Em Portugal, foi informado que o PIB teve crescimento de 2,7% em todo o ano passado ante o anterior.

Já no plano político, a UE divulgou um relatório com um rascunho sobre questões que envolvem o Brexit. O bloco deseja que a Irlanda do Norte seja considerada parte da união aduaneira, mas a premiê do Reino Unido, Theresa May, viu na ideia uma “ameaça à integridade constitucional” de seu país, por enfraquecer o mercado comum britânico e representar, na prática, uma fronteira entre a Irlanda do Norte e o restante do Reino Unido. As divergências pressionaram a libra, que bateu várias mínimas em relação ao dólar. Isso ajudou em parte do pregão a bolsa de Londres, já que a libra fraca beneficia as exportadoras, mas o mercado local tampouco resistiu à fraqueza geral.

Na bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em baixa de 0,69%, a 7.231,91 pontos, na mínima do dia. Entre os bancos britânicos, Lloyds caiu 0,33%, mas Barclays subiu 0,71%. A varejista Tesco teve alta de 1,79%, enquanto a petroleira BP perdeu 0,64%.

Em Frankfurt, o índice DAX recuou 0,44%, a 12.435,85 pontos. No setor de energia, E.ON caiu 2,36%. Os papéis do Commerzbank e o do Deutsche Bank tiveram baixas de 0,83% e 1,89%, respectivamente.

O índice CAC-40, da bolsa de Paris, teve queda também de 0,44%, chegando a 5.320,49 pontos. Entre as ações mais negociadas, Gaussin subiu 0,99%, mas Total e Engie recuaram 0,70% e 1,49%. Air France-KLM teve baixa de 2,34%.

Na bolsa de Milão, o índice FTSE-MIB caiu 0,51%, a 22.607,61 pontos. Os bancos italianos ficaram sob pressão, entre eles Intesa Sanpaolo (-0,19%), BPM (-1,22%) e Mediobanca (-0,87%).

Em Madri, o índice IBEX-35 teve baixa de 0,61%, a 9.840,30 pontos. Santander caiu 1,10% e Bankia recuou 2,82%, enquanto Telefónica cedeu 0,34%.

O índice PSI-20, da bolsa de Lisboa, fechou estável, em 5.468,21 pontos. Banco Comercial Português se destacou, em alta de 1,20%, porém Jerónimo Martins caiu 1,22%. (Com informações da Dow Jones Newswires)

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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