Liquida Porto Alegre registra 5% de aumento nas vendas deste ano – Jornal do Comércio

A 22ª edição do Liquida Porto Alegre, promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), movimentou aproximadamente R$ 1,2 bilhão em vendas, valor que corresponde a uma elevação de 5% em relação à campanha de 2017. Com o maior número de adesões já registrados na mais tradicional campanha de descontos do Sul do País, cerca de 3,4 mil lojas ofereceram promoções no período de 16 a 26 de fevereiro. Além de condições especiais, as empresas participantes deram descontos de até 70% em produtos e serviços.

O resultado superou as expectativas do setor, que projetava um incremento de 3,7% neste ano. Na avaliação do presidente da CDL Porto Alegre, Alcides Debus, o momento é de comemorar. “Proporcionamos uma grande festa para os consumidores, que puderam usufruir das boas oportunidades, e também para os comerciantes, que conseguiram fechar um mês complicado para as vendas no positivo. Mais uma vez, a CDL POA cumpriu seu papel no apoio ao varejo e na democratização do consumo”, salienta.

Enquete realizada pela entidade junto a consumidores da Capital e da Região Metropolitana de Porto Alegre justifica os números positivos. Quase a metade dos consultados (45%) indicou que pretendia dispender um valor maior do que o gasto durante a campanha de 2017.

Além disso, mais de 35 milhões de consumidores foram impactados pelas mídias da promoção, durante estes 10 dias de duração da campanha. A Casa do Liquida, instalada no Centro de Porto Alegre (praça XV de Novembro), também pôde oferecer mais de 1 mil consultas gratuitas de situação de débito por meio de seu totem de consulta com leitura de biometria facial e digital. Ainda, desde o início do mês, o site da CDL Porto Alegre teve mais de 20 mil acessos desde o início da campanha, até o dia 26, na página do evento.

 

Os comerciantes brasileiros ficaram mais otimistas em fevereiro, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) subiu 3,3% em relação a janeiro, alcançando 113,2 pontos. Na comparação com fevereiro de 2017, o aumento foi de 18,5%.

“A leve melhora do nível de consumo, devido à queda da inflação, início do processo de recuo no custo do crédito e no desemprego, resultou no aumento do otimismo por parte do empresário quanto ao cenário atual”, avaliou Bruno Fernandes, economista da CNC, em nota.

O componente Condições Atuais do Empresário do Comércio, que mede a avaliação das condições correntes pelo comerciante, apresentou aumento de 6,1% na passagem de janeiro para fevereiro, para 90,4 pontos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi de 46,3%. Apesar da melhora, o componente continua na zona negativa (abaixo dos 100 pontos).

Na pesquisa deste mês, 48,8% dos comerciantes consideraram o desempenho do comércio melhor do que há um ano. Em fevereiro de 2017, esse percentual atingia apenas 28,4% dos consultados.

Em relação ao ano passado, a percepção dos varejistas sobre as condições atuais melhorou expressivamente em todos os itens avaliados (economia, setor e empresa), com destaque para o aumento de 69,9% no subitem economia.

O componente Expectativas do Empresário do Comércio cresceu 1,5% em relação a janeiro, para 153,1 pontos. Na comparação com fevereiro do ano passado, a alta foi de 8%. Houve melhora nas perspectivas de curto prazo sobre o desempenho do comércio ( 8,1%), da própria empresa ( 5,7%) e da economia ( 10,6%), em comparação ao mesmo período de 2017. Na avaliação de 83,6% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos próximos seis meses.

O componente que capta as intenções de investimento do comércio teve avanço de 2,4% em fevereiro ante janeiro. Em relação a fevereiro de 2017, a elevação foi de 15,7%, com destaque para o aumento da intenção de investir na empresa ( 25,9%).

Diante da perspectiva de melhor desempenho das vendas e contratações, há maior intenção de contratar funcionários ( 17,2%) do que em fevereiro de 2017, assim como de renovar os estoques ( 5,6%). O percentual de comerciantes que avaliavam o nível dos estoques acima do que o esperado diminuiu de 27,5% em janeiro para 25,9% em fevereiro. O movimento indica que a insatisfação quanto ao nível dos estoques vem caindo consistentemente para a média histórica do indicador, de 24,8%.

A CNC prevê uma expansão de 5% no comércio em 2018, puxado pela percepção de continuidade de menor pressão de preços no curto prazo, além de uma expectativa de recuo no custo do crédito e de recuperação do emprego e da renda ao longo do ano.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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