Bolsas asiáticas fecham majoritariamente em baixa, mas chinesas sobem – Jornal do Comércio

As bolsas asiáticas iniciaram a semana majoritariamente em baixa, após o resultado inconclusivo da eleição parlamentar na Itália e recentes manobras comerciais dos Estados Unidos, mas as da China avançaram em meio à abertura da reunião legislativa anual do país.

Na China, o Congresso Nacional do Povo iniciou nesta segunda-feira (5) um encontro anual de dez dias prevendo que a segunda maior economia do mundo deverá crescer cerca de 6,5% em 2018. Além disso, o legislativo chinês cortou sua meta de déficit orçamentário pela primeira vez desde 2012, de 3% para 2,6%, e não estabeleceu um objetivo explícito de crescimento do crédito, o que é inédito desde o começo do século.

Em Hong Kong, o Hang Seng reagiu mal ao aperto fiscal chinês e o Hang Seng sofreu um tombo de 2,28%, a 29.886,39 pontos, com perdas lideradas por ações de bancos e de seguradoras.

Os índices da China continental, por outro lado, encerraram a sessão em tom positivo. O Xangai Composto teve alta marginal de 0,07%, a 3.256,93 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,47%, a 1.830,84 pontos, ajudado por ações de tecnologia.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi recuou 1,13% em Seul, a 2.375,06 pontos, enquanto o Taiex perdeu 0,52% em Taiwan, a 10.642,90 pontos, e o filipino PSEi cedeu 0,86% em Manila, a 8.386,17 pontos.

Na Oceania, a bolsas australiana ficou no vermelho pela quarta sessão consecutiva, sua sequência mais longa de perdas em seis semanas. Influenciado principalmente por papéis de grandes bancos domésticos e de mineradoras, o índice S&P/ASX 200 caiu 0,57% em Sydney, a 5.895,00 pontos. 

A Itália tornou-se o último foco de incerteza política na Europa depois da eleição geral deste domingo, que deixou o Parlamento local sem um partido com maioria absoluta. Números preliminares deram cerca de 37% dos votos à coalizão de centro-direita, em torno de 31% para o Movimento 5 Estrelas e 23% para a coalizão de centro-esquerda.

Persistem temores também de que uma guerra comercial global seja desencadeada pela recente decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas a importações de aço e alumínio.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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