Venda de carros usados cresce 4,4% no Rio Grande do Sul em janeiro – Jornal do Comércio

As vendas de carros usados e seminovos no País subiram 5,1% em janeiro deste ano na comparação com o mesmo período de 2017, segundo a Federação das Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). Os números no Estado são ligeiramente menores, mas vão no mesmo sentido: foram comercializados 81.235 no primeiro mês do ano contra 77.802 em 2017, uma alta de 4,4%.

O gerente da Markas Veículos, localizada na avenida Ipiranga, em Porto Alegre, Jefferson Paprocki, comemora o aumento gradual nas vendas ocorrido desde outubro do ano passado. A loja trabalha apenas com carros importados, o que atrai um perfil de clientes diferenciado para o negócio, que teve o seu pico de queda na demanda em 2016. “Hoje, já está uns 30% melhor”, enfatiza Paprocki.

Outro sinal positivo é a agilidade das vendas. Na semana após o Carnaval, Paprocki colocou à venda uma camionete Mitsubishi no site da revenda pela manhã e à tarde já estava com o negócio fechado. “Esse tipo de negócio acontecia muito esporadicamente, e agora ocorre com maior frequência”, explica.

Porém o segmento enfrenta falta de matéria-prima. “Com a crise, não houve compra de carros novos, o que ainda gera uma falta de venda de usados e seminovos”, explica o presidente da Agência Auto RS-Fenauto, Rodrigo Dotto. Ele avalia que ainda não houve tempo de os compradores de carros novos trocarem seus veículos, em consequência da crise, refletindo nos preços praticados pelo segmento, que têm se mantido estáveis, apesar da depreciação.

Em sua avaliação, o segmento toma fôlego impulsionado pela retomada dos índices de confiança e também em razão da queda na taxa de juros. “As instituições financeiras começaram a trabalhar com melhores condições na liberação de crédito, o que faz com que o consumidor retome a confiança necessária para que ele saia às compras”, alega.

Os aplicativos de transporte público também têm impulsionado a venda nas revendas. Na Idealiza Automóveis, a cada 10 carros vendidos, pelo menos seis têm como destino o uso para os apps. “Os motoristas têm notado que é mais proveitoso a compra de um seminovo ou usado do que a locação mensal”, explica o supervisor de vendas da marca, Luciano Fernandes. O fluxo de vendas da loja é bem superior ao do ano passado. “Em 2017, trabalhávamos com 30 carros de estoque, que durava cerca de 20 dias. Hoje, temos estoque de 60, que não dura um mês”, comemora.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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