Venda de combustíveis no Brasil subiu 0,4% em 2017 – Jornal do Comércio

As vendas de combustíveis no mercado brasileiro em 2017 totalizaram 136,025 bilhões de litros, o que representa um aumento de 0,4% em relação aos 135,436 bilhões de litros registrados em 2016. Os dados foram apresentados na sexta-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A comercialização de gasolina C foi de 44,150 bilhões de litros, um aumento de 2,6% em relação aos 43,019 bilhões de litros relativos a 2016, devido à recuperação econômica, ao aumento da frota e ao ganho de competitividade em relação ao etanol hidratado. Houve crescimento de 0,9% na comercialização de óleo diesel B na comparação entre 2016 e 2017, de 54,279 bilhões de litros para 54,772 bilhões de litros. A ligeira elevação teve como principal motivo a recuperação econômica.

O consumo de etanol hidratado, que havia sido de 14,586 bilhões de litros em 2016, caiu para 13,642 bilhões de litros em 2017, uma redução de 6,5% motivada em grande parte pela perda de competitividade em relação à gasolina. Já o etanol anidro acompanhou o aumento do desempenho verificado na gasolina (2,6%). O etanol total (soma de anidro – etanol misturado à gasolina – e hidratado – etanol combustível) teve queda de 2,4% em 2017 frente a 2016, de 26,201 bilhões de litros para 25,562 bilhões de litros.

A alta nas vendas de biodiesel foi de 13,2%, de 3,799 bilhões de litros, em 2016, para 4,302 bilhões de litros em 2017, como resultado do aumento da mistura obrigatória ao diesel em março de 2017 para 8% (B8). Segundo os dados divulgados pela ANP, as vendas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) caíram 0,07%, de 13,398 bilhões de litros para 13,389 bilhões de litros.

Houve queda do consumo industrial de 1,76% e alta no residencial, em 0,58%. O decréscimo é explicado pelo aumento dos preços médios do combustível ao longo de 2017, o qual se elevou 69,74% para o GLP de uso residencial e 28,05% para o de outros usos.

Houve recuo na venda de Querosene de Aviação (QAV) de 1,9%, de 6,765 bilhões de litros para 6,637 bilhões de litros, motivado pela menor demanda por passagens aéreas.

No óleo combustível, a alta foi de 1,6%, de 3,333 bilhões de litros para 3,385 bilhões de litros. O Gás Natural Veicular (GNV) apresentou crescimento de 8,7% no volume comercializado, passando de 4,962 milhões de m3/dia para 5,395 milhões de m3/dia.

As importações dos principais derivados de petróleo e dos biocombustíveis subiram entre 2017 e 2016 devido às oportunidades no mercado internacional e ao reposicionamento da Petrobras em relação ao abastecimento.

A qualidade do combustível manteve-se dentro dos padrões internacionais. De acordo com o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da ANP: 98,3% das amostras de gasolina analisadas em 2017 estavam dentro dos padrões de qualidade.

A ANP fez 20.102 ações de fiscalização em agentes de mercado de todo o País em 2017. Do total de 3.594 autos de infração emitidos, apenas 9% estavam relacionadas à qualidade dos combustíveis vendidos. O principal motivo das autuações foi não cumprimento de notificações da agência, que representou 20% do total.

 

No acumulado de 2017, o consumo de gás natural no País apresentou crescimento de 7,2% frente ao mesmo período do ano anterior. Foram consumidos, em média, 65,85 milhões de metros cúbicos/dia em 2017, ante 61,44 milhões metros cúbicos/dia na média de 2016.

Em dezembro, o avanço chegou a 21,1% em relação ao resultado do mesmo mês em 2016 (70,68 ante 58,38 milhões de metros cúbicos/dia). Já a indústria cresceu em 3,28% no consumo em 2017 frente aos números de 2016, na comparação das médias acumuladas.

“A retomada da atividade econômica do País potencializou o crescimento do consumo de gás natural em 2017”, diz o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

Um dos destaques em 2017 foi a consolidação do consumo do Gás Natural Veicular (GNV), com 8,74% de alta na média acumulada e de 11,57% em dezembro ante o mesmo mês do ano de 2016. “Nossa expectativa em 2018 é que o Brasil possa adotar medidas que tragam avanços infralegais que incentivem investimentos capazes de universalizar o serviço de distribuição de gás natural”, afirma.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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