Dólar tem menor valor em mais de 1 mês com exterior e julgamento no STJ – Jornal do Comércio

O dólar fechou em forte queda nesta terça-feira (6), refletindo o aumento do apetite por risco no exterior e a nova derrota do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Justiça. Lá fora, o otimismo foi alimentado principalmente pela expectativa de que as medidas protecionistas de Donald Trump não sejam consumadas, o que fortaleceu moedas de países emergentes e exportadores de commodities. Por aqui, o placar de 5 a 0 contra o habeas corpus de Lula no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ficou dentro do esperado, mas foi bem recebido. Assim, o dólar à vista fechou em queda de 1,07%, cotado a R$ 3,2129, menor valor desde 1º de fevereiro (R$ 3,1697).

A divisa já havia iniciado o dia em queda, sob a influência do cenário externo, mas atingiu as mínimas no meio da tarde, após o primeiro voto no STJ. Com o habeas corpus, os advogados de Lula buscavam impedir a prisão do petista a partir do momento em que se esgotarem as possibilidades de recurso no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que o condenou em janeiro no âmbito da Operação Lava Jato. Na mínima intraday, a cotação do “spot” chegou aos R$ 3,2064 (-1,27%).

“Com Lula ainda liderando as pesquisas de intenção de voto, o mercado está mais concentrado em notícias que indiquem que ele estará mesmo fora da disputa presidencial. É por isso que esse julgamento faz muito mais preço que a pesquisa divulgada hoje”, disse um gerente de câmbio.

Ele se referia à pesquisa CNT/MDA, que mostrou Lula ainda com ampla liderança na intenção de voto para as eleições de outubro. Na pesquisa estimulada, o ex-presidente lidera o cenário com 33,4%, seguido do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) com 16,8% e Marina Silva (Rede) com 7,8%. O tucano Geraldo Alckmin teria 6,4%, seguido de Ciro Gomes (PDT) com 4,3%. O presidente Michel Temer aparece com 0,9%, seguido de Manuela D’Ávila com 0,7% e Rodrigo Maia (DEM-RJ) com 0,6%. O nome do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), não foi incluído na pesquisa.

No cenário internacional, o apetite ao risco foi ampliado também à tarde, com rumores de que Donald Trump estaria “aberto a mudanças” em relação à tarifação das importações de aço e alumínio. Cresceu ainda a percepção de que a tarifação anunciada na semana passada seria um pretexto de Trump para forçar um novo acordo do Nafta. No final da tarde, o presidente dos EUA reafirmou a intenção de impor tarifas sobre importações, mas se mostrou disposto a negociar. Mais cedo também trouxe alívio a notícia de que a Coreia do Norte aceitaria suspender os testes nucleares para discutir com os EUA a normalização das relações bilaterais.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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