Focus revisa para cima projeção de PIB para 2018 – Jornal do Comércio

Após o IBGE confirmar que a economia brasileira cresceu 1% no ano passado, como esperado, economistas do mercado financeiro revisaram levemente para cima as projeções para este ano. Segundo o boletim Focus, do Banco Central (BC), a mediana das previsões, que era de 2,89% na semana passada, foi ajustada para 2,9% no relatório divulgado ontem.

O crescimento de 2017 foi impulsionado principalmente pelo desempenho recorde da agropecuária, que respondeu por 70% do resultado. Para este ano, a expectativa é que o consumo, combinado com alguma recuperação dos investimentos, sustente a continuidade do processo de retomada, após a recessão de dois anos.

O Focus também revisou para baixo as expectativas para a inflação deste ano, de 3,73% para 3,7%. Se a projeção se confirmar, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará, pelo segundo ano seguido, abaixo da meta, estabelecida em 4,5%. Segundo analistas, o alívio nos preços dos serviços – setor que já foi vilão do orçamento – ajudará a manter o índice baixo.

A expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, foi mantida em 6,75% ao ano pela 10ª semana seguida. Este já é o patamar atual da taxa, o que indica que o mercado não espera, pelo menos por enquanto, que o Comitê de Política Monetária (Copom) volte a mexer nos juros neste ano.

A projeção do boletim Focus para a cotação da moeda norte-americana no fim de 2018 seguiu em R$ 3,30. Há um mês, já estava neste mesmo valor. O câmbio médio de 2018 seguiu em R$ 3,28, ante os mesmos R$ 3,28 anotados um mês atrás.

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, evitou, na manhã de ontem, se comprometer, mas não descartou mais um corte na taxa básica de juros (Selic) na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de março.

“Olha, a gente vai decidir isso. Eu sei que o ouvinte gostaria muito de saber o que a gente vai fazer nas próximas reuniões. Mas a gente se dá a liberdade de aguardar, esperar a próxima reunião”, disse ele durante entrevista à Rádio CBN. A declaração foi dada após ser questionado por um ouvinte sobre a possibilidade de haver cortes adicionais da Selic.

“Comunicamos, na última reunião, que existia uma possibilidade básica de término do ciclo de afrouxamento monetário, e que existia uma possibilidade alternativa. A gente vai avaliar isso na próxima reunião”, afirmou Goldfajn.

“O que posso dizer é que as últimas taxas de inflação de fato vieram mais baixas do que nós estávamos esperando. Então a inflação continua baixa, continua muito favorável; e isso, de fato, tem surpreendido na pesquisa Focus, mas surpreendeu todo mundo, inclusive o próprio BC”, completou.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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