Trump coloca Nafta na mesade negociações sobre tarifas – Jornal do Comércio

Depois de anunciar tarifas sobre o aço e o alumínio exportados aos Estados Unidos e dar início a uma ameaça de guerra comercial global, o presidente Donald Trump afirmou que só reconsideraria retirar a medida diante de um novo acordo comercial entre as Américas, o Nafta. Desde que assumiu, o presidente está renegociando o acordo, que envolve EUA, México e Canadá – dois dos principais parceiros comerciais do país. Para ele, o Nafta tem sido um desastre para os americanos.

“Nós não iremos voltar atrás”, afirmou Trump, em entrevista à imprensa. “Neste momento, estamos 100% (comprometidos com a medida), mas isso pode ser uma parte do Nafta.” As declarações marcam uma nova estratégia do presidente norte-americano: ligar as tarifas anunciadas na quinta-feira passada, cujos detalhes devem ser divulgados nesta semana, com a renegociação de acordos comerciais mais favoráveis aos EUA, o que coloca mais pressão sobre os parceiros comerciais do país.

O Canadá é o maior exportador de aço aos EUA, seguido pelo Brasil, que acompanha os desdobramentos da medida e ainda espera negociar uma exceção com os EUA. Já o México aparece em quarto lugar. Os dois países afirmaram que irão retaliar eventuais tarifas dos EUA, caso elas sejam confirmadas, e reagir para proteger seus interesses e trabalhadores, segundo afirmou a ministra canadense Chrystia Freeland.

Mais cedo, nas redes sociais, Trump criticou fortemente o Canadá, que, segundo ele, precisa “tratar muito melhor nossos produtores rurais”; e o México, que deve “fazer muito mais para parar o fluxo de drogas” rumo aos EUA. “Eles não têm feito o que precisa ser feito. Para proteger nosso país, precisamos proteger o aço norte-americano. América em primeiro lugar!”, afirmou o republicano, nas redes sociais.

Trump, que foi eleito com a promessa de colocar a “América em primeiro lugar”, tem adotado medidas protecionistas para diminuir os déficits comerciais do país – aos quais ele atribui a perda de empregos e investimentos.

Segundo ele, as tarifas sobre o aço e o alumínio vão proteger a indústria norte-americana, ao privilegiar matéria-prima local, mas críticos afirmam que a medida irá apenas encarecer o custo de produção no país e ameaçar empregos. Parte da indústria norte-americana se opõe à proposta e diz que não há matéria-prima suficiente para dar conta da demanda.

 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!