Crescimento passa por capacidade de resgatar a confiança e a credibilidade – Jornal do Comércio

Além da reforma da Previdência, outros temas da conjuntura nacional pautaram a agenda empresarial de medidas consideradas urgentes para fomentar o crescimento da economia brasileira em 2019, após as eleições presidenciais. Executivos gaúchos que compareceram ao evento Marcas de Quem Decide, na manhã de ontem, no Teatro do Sesi, em Porto Alegre, destacaram que o desenvolvimento do País dependerá da capacidade do próximo presidente da República de trabalhar com sua equipe para melhorar a confiança e a credibilidade.

O governador José Ivo Sartori destacou que brasileiros, entidades e organizações já vêm fazendo o possível para movimentar a economia. “É importante lembrar que isso não é uma tarefa só de responsabilidade do poder público – uma esfera que precisa se reciclar.” Segundo o governador do Estado, o poder público não pode atrapalhar quem produz, ao mesmo tempo em que deve realizar “mudanças permanentes”, que colaborem com a superação dos desafios coletivos. “Com a crise, medidas estão sendo tomadas para aquecer a economia, e já podemos verificar alguns resultados”, apontou Sartori.

O governador ainda ressaltou a importância da pesquisa Marcas de Quem Decide para os empreendedores gaúchos “seguirem construindo o amanhã” do Rio Grande do Sul. “Em 2015, quando começamos a tomar as primeiras medidas de recuperação financeira do Estado, muitos teimavam em negar a doença crônica que atingiu o setor público. Trabalhamos e avançamos muito, mas a travessia ainda não terminou”, lembrou.

Presente na cerimônia, a presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS), Ana Tércia Lopes Rodrigues, comentou que ainda é preciso restabelecer a confiança na indústria e no comércio, para atrair investimentos, e, a partir de um ambiente favorável, produzir e vender mais. “Se não houver confiança por parte do empresariado, se começarmos a trabalhar dentro de um cenário de catástrofe, tudo retrai.” Para a dirigente do CRCRS, uma das travas do desenvolvimento tem sido “a fúria arrecadatória” dos governos, que acaba emperrando as reformas necessárias. “A tabela do Imposto de Renda, por exemplo, precisava mais do que nunca ser reajustada e isso não acontece”, reclamou. Ana Tércia chama atenção para o fato de que a tributação tem atingindo cada vez mais nichos de pessoas de baixa renda, e afirma que a entidade tem expectativas de que, com as eleições presidenciais, o País passe para as mãos de um partido de centro, capaz de “fazer as mudanças necessárias para avançar, sem esquecer as camadas mais pobres da população e as demandas sociais”.

Na opinião do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL), Victor Augusto Koch, já estão ocorrendo uma série de medidas assertivas. “Percebemos que o governo federal tem entendido as grandes dificuldades dos empresários e adotado uma política cada vez mais favorável, a começar pelo Copom que vem baixado a taxa Selic.” Para o dirigente, ainda é preciso que o sistema financeiro perceba isso e reduza o custo do dinheiro. “Muitas mudanças precisam ser feitas e reformas precisam ser colocadas em práticas urgentemente, temos que acabar com o clientelismo e tomar medidas para a retomada do desenvolvimento, a fim de atrair capital externo ao País.”

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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