Sob influência do exterior, taxas longas de juros fecham com viés de alta – Jornal do Comércio

Os juros futuros de longo prazo fecharam com viés de alta a sessão regular, enquanto os de curto e médio prazos terminaram com ligeira baixa nesta quarta-feira (7). O mau humor externo conduziu os negócios nos vencimentos a partir de 2021, que haviam devolvido bastante prêmio recentemente, após o pedido de demissão do principal conselheiro econômico da Casa Branca, Gary Cohn, por se opor ao plano de Donald Trump de aplicar tarifas de importação para alumínio e aço.

Dados do mercado de trabalho privado dos Estados Unidos em fevereiro acima do esperado também afetaram negativamente os ativos domésticos, por alimentarem o risco de mais de três altas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) este ano.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 passou de 6,450% para 6,459% e a do DI janeiro de 2020, de 7,39% para 7,36%. A taxa do DI para janeiro de 2021 ficou estável em 8,28%. A taxa do DI para janeiro de 2023 subiu de 9,13% para 9,15%.

“Cohn era defensor do livre comércio e sua saída está trazendo de volta as preocupações com uma guerra comercial em nível global”, disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. Além disso, contribui para esse temor a declaração do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, de que a Casa Branca avançará com as tarifas à importação de aço e alumínio e que estas não são parte de uma estratégia de negociação. Nesse contexto, as Bolsas estão em baixa aqui e em Nova York e o dólar avança ante as moedas de economias emergentes.

Os contratos de curto prazo, por sua vez, seguiram blindados das influências negativas em função das apostas cada vez mais crescentes de nova queda da Selic.

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de fevereiro, de 0,15%, subiu mais do que apontava a mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de 0,10%, mas não mudou a percepção de cenário benigno para a inflação, uma vez que houve forte desaceleração dos preços ao consumidor. O IPC-DI teve aumento de 0,17% em fevereiro, ante um crescimento de 0,69% em janeiro.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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