BC europeu realiza pequeno passo rumo à retirada de estímulos – Valor

FRANKFURT  –  O Banco Central Europeu (BCE) sugeriu nesta quinta-feira que está mais perto de retirar o plano de estímulo econômico uma vez que a economia da zona do euro recupera sua força após anos de crise e estagnação.

A autoridade monetária deixou inalteradas as taxas de juros da região assim como o tamanho de seu programa de compra de ativos, mas omitiu em seu comunicado a promessa anterior de que poderia ampliar essas compras ou a duração do plano se houvesse uma piora na perspectiva econômica.

No último trimestre de 2017, a zona do euro cresceu 2,7% perante um ano antes, o que tornou o compromisso sem sentido.

O BCE disse que vai continuar comprando 30 bilhões de euros em bônus por mês até setembro ou além se necessário, mas não deu uma data precisa para o fim da ação.

A retirada dos estímulos pode levar o euro a se apreciar ante outras divisas, afetando os exportadores, e pode implicar rendimentos mais altos e custos de empréstimos mais pesados para os governos endividados na zona do euro.

O programa de incentivo à economia, conhecido como ‘quantitative easing’, injetou dinheiro novo no mercado. Em teoria, isso deveria reduzir os juros e elevar a inflação e o crescimento. A economia voltou a se expandir, mas a inflação tem tido uma resposta mais lenta – permanece em 1,2%, abaixo da meta do BCE, de ao redor de 2%, nível considerado o mais adequado para a economia.

As compras de bônus começaram em março de 2015 para a ajudar a zona do euro a sair de seus problemas de dívidas de governo e de bancos em vários países da região. Grécia, Irlanda, Portugal e Chipre precisaram de pacotes de resgates de governos da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI), e a Espanha recebeu ajuda para seus bancos. A Itália, por sua vez, não precisou de socorro, mas viu suas taxas de empréstimos a

Fonte Oficial: Valor.

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