Bolsa cai 0,20% ao sabor do mau humor externo – Jornal do Comércio

A bolsa operou ontem ao sabor do mau humor externo, com os investidores pautados tanto pela continuidade das incertezas sobre a imposição de barreira tarifária para o aço e alumínio quanto pelo forte recuo nas cotações do petróleo. O Ibovespa chegou a perder o patamar dos 85 mil durante a maior parte da sessão de negócios, mas recuperou o nível perto do final do pregão quando desacelerou o ritmo de queda em linha com o movimento visto nos pares em Nova Iorque. O Ibovespa fechou em baixa de 0,20%, aos 85.483 pontos, com giro financeiro de R$ 10,7 bilhões.

De acordo com Ariovaldo dos Santos, gerente da mesa de renda variável da H.Commcor, um dos temores que levaram os investidores a optarem pela cautela está fundamentado em quem poderia substituir Gary Cohn, agora ex-assessor econômico do governo de Donald Trump e um crítico às medidas protecionistas. O pano de fundo é que, no caso de uma eventual guerra comercial, os preços tenderiam a subir e, por consequência, o Federal Reserve teria de ajustar mais fortemente sua política monetária. Essa incerteza sobre o aperto dos juros tem influenciado o humor dos mercados acionários, principalmente após a divulgação de dados sobre o emprego americano.

As quedas nas cotações do petróleo influenciaram negativamente as ações da Petrobras assim como, segundo Santos, os ruídos em torno da política de preços da estatal petroleira gerados pela interpretação do mercado sobre as declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “As explicações que se seguiram não foram capazes de apaziguar a desvalorização dos papéis da empresa em um dia de queda forte do petróleo”, disse.

As ações da Petrobras fecharam em queda de 1,35% (ON) e 1,05% (PN). Ainda entre as blue chips, Vale ON recuou 0,51% e, no setor financeiro, Itaú Unibanco caiu 0,13%, Bradesco perdeu 1,77% e Banco do Brasil desvalorizou 0,69%.

Depois de ter caído 1,07% na terça-feira, o dólar à vista subiu 0,95% e terminou a quarta-feira cotado a R$ 3,2435.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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