Cobre opera em queda, de olho em planos de Trump para tarifas e na China – Jornal do Comércio

O cobre opera em queda na manhã desta quinta-feira (8), com investidores cautelosos sobre os planos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas sobre a importação de aço e alumínio.

Às 8h40min (de brasília), o cobre para três meses recuava 1,22%, a US$ 6.856 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Já o cobre para maio tinha baixa de 1,50%, a US$ 3,0890 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), às 8h54min.

Trump pode publicar um documento nesta quinta-feira com mais detalhes sobre o plano de impor tarifas. Ele poderia inclusive já assinar um decreto sobre o tema hoje. Vários congressistas do Partido Republicano e até alguns assessores do presidente têm se declarado abertamente contrários à medida. Na terça-feira, o principal assessor econômico de Trump, Gary Cohn, anunciou sua demissão.

Analista da Sucden Financial Research, Geordie Wilkes afirmou que Cohn era visto como uma voz capaz de demover Trump da ideia, “mas parece que no fim das contas veremos essas tarifas”. “Se haverá retaliação da China e da União Europeia é algo a se ver, mas avaliaria que isso é que tem dado um tom mais fraco aos metais”, comentou.

Declarações cada vez mais belicosas da China também pressionam os metais, segundo analistas do Commerzbank. Segundo eles, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, emitiu “uma ameaça surpreendentemente forte de retaliação” ao tratar do tema.

O cobre é também pressionado pelos dados de importação da China, divulgados nesta quinta-feira, que mostraram queda de 20% na comparação mensal em fevereiro nas compras do metal pelo país. Trata-se da terceira queda mensal consecutiva.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,14%, a US$ 2.103 a tonelada, o zinco caía 0,57%, a US$ 3.255 a tonelada, o estanho tinha queda de 0,44%, a US$ 21.305 a tonelada, o níquel tinha baixa de 2,07%, a US$ 13.250 a tonelada, e o chumbo caía 0,46%, a US$ 2.366 a tonelada. 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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