Efeito aço volta a pesar e siderúrgicas e Vale derrubam Ibovespa – Valor

SÃO PAULO  –  A expectativa pelo decreto do governo americano sobre a taxação das importações de aço e alumínio colocou a bolsa brasileira em estado de cautela. O receio com os desdobramentos dessa medida leva pressiona principalmente as ações de siderurgia e a Vale e determinou a queda do Ibovespa, num movimento descolado das bolsas americanas.

Às 14h00, o Ibovespa caía 0,70%, para 84.666 pontos. Na mínima, tocou 84.537 pontos.

Vale ON cedia 3,55% e mostrava o maior giro da bolsa até o momento (R$ 353 milhões). CSN ON recuava 3,31%, Gerdau PN recua 4,42% e Usiminas perde 3,64%.

Trump deve assinar hoje o decreto que definirá uma sobretaxa de importação de aço e alumínio. E, ainda que a expectativa seja de que México e Canadá fiquem de forma da medida, o mercado claramente receia que haja algum tipo de retaliação ainda por parte da Europa e da China. “O mercado brasileiro teme qual pode ser o desdobramento dessa medida e isso pressiona as ações dos setores diretamente envolvidos”, explica o sócio e gestor da Rosenberg Investimentos, Marcos Mollica.

A queda ocorre a despeito da leve alta das bolsas americanas. Para os Estados Unidos, a medida de taxação das importações pode ter efeito positivo sobre a atividade. “Para o Brasil, não deve ter um grande prejuízo do ponto de vista de crescimento, já que o país é bastante fechado. Mas pode ter um efeito importante para as empresas do setor”, define Mollica.

Além da taxação do aço, o mercado reage hoje à divulgação de balanços de grandes companhias. Localiza ON é a maior alta do dia (6,44%), sob efeito do lucro líquido de R$ 133 milhões, um crescimento de 27,4% ante igual período do ano anterior.

Na ponta negativa, Embraer ON recua 5,83%, após divulgar lucro líquido de R$ 117,2 milhões no quarto trimestre, uma queda de 81,92% ante igual período de 2016.

Lojas Americanas, cujo lucro subiu 11,4%, para R$ 284,7 milhões, avança 1,81%.

Outro destaque positivo foram as ações da Fibria (4,79%) e da Suzano (4,05%). Mais cedo, os jornalistas Stella Fontes e Ivo Ribeiro, do Valor, informaram que as companhias estão perto de anunciar um acordo de fusão. As companhias confirmaram há pouco menos de um mês que discussões preliminares sobre ” alternativas estratégicas” estavam em cursos. A combinação de ativos de Fibria e Suzano é esperada há tempos pelo mercado.

Juros

Os juros futuros operam em ritmo de espera pelos dados de inflação de fevereiro, que serão divulgados amanhã. As taxas não chegam a ignorar a movimentação no exterior, tanto que os vencimentos mais longos até sobem um pouco. No entanto, os trechos mais curtos e intermediários mostram, inclusive, algum viés de baixa em meio a leitura de que a dinâmica positiva de inflação deve continuar.

O DI janeiro/2020 cai a 7,350%, de 7,360% no ajuste anterior. Já o DI janeiro/2019 – contrato mais negociado do dia – se mantém em 6,455%, ante 6,450%

Os vencimentos mais longos, por sua vez, revelam alguma cautela com o anúncio – previsto para o fim da tarde – das medidas restritivas de Donald Trump para a entrada de aço e alumínio estrangeiro nos Estados Unidos.

O DI janeiro/2023 marca 9,170% (9,150% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 é negociado a 9,620% (9,580% no ajuste anterior).

Fonte Oficial: Valor.

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