Embraer não atinge guidance de 2017 para Ebit e Ebitda – Jornal do Comércio

Com os resultados divulgados nesta quinta-feira, a Embraer atingiu seu guidance para o ano de 2017 nos indicadores de entregas, receita líquida, fluxo de caixa livre ajustado (FCF) e investimentos. Porém os dados vieram abaixo do estimado para Ebit e Ebitda (ambos para resultado e margem), se considerado o critério ajustado.

A Embraer promoveu ajustes nos indicadores de Ebit e Ebitda a fim de excluir itens não recorrentes do cálculo. Entre esses itens estão os impactos provenientes da finalização da investigação do Ato de Práticas de Corrupção no Exterior (FCPA, na sigla em inglês), do Programa de Demissões Voluntárias (PDV), do processo de falência da Republic Airways, entre outros.

Em 2017, o resultado operacional ajustado ficou em US$ 397,1 milhões, aquém dos US$ 450 milhões a US$ 550 milhões projetados pela empresa. Já a margem operacional ajustada atingiu 6,8%, também fora da faixa de 8% a 9%. “O maior contribuinte para essa queda foi o aumento de custos no segmento de Defesa & Segurança atrelados ao programa de desenvolvimento da aeronave KC-390”, diz a Embraer.

O Ebitda ajustado atingiu US$ 712,5 milhões em 2017, montante inferior ao previsto, entre US$ 770 milhões e US$ 890 milhões. Com isso, a margem Ebitda ajustada ficou em 12,2%, também aquém da faixa de 13,5% a 14,5% esperada.

O principal fator a puxar essa queda tanto dos indicadores de Ebit quanto de Ebitda foi o aumento de custos no segmento de Defesa & Segurança atrelados ao programa de desenvolvimento da aeronave KC-390. No ano passado, a fabricante brasileira entregou 217 aeronaves, quantidade inferior às 240 aeronaves contabilizadas em 2016. As entregas, aliadas à valorização do real no período, geraram receita líquida de US$ 5,839 bilhões, dentro da faixa prevista pela empresa (US$ 5,7 bilhões a US$ 6,1 bilhões).

Em 2017, 57% da receita líquida da Embraer teve como origem o mercado norte-americano. Para fluxo de caixa livre, a companhia estimava um consumo máximo de US$ 150 milhões, mas reportou geração de US$ 405 milhões, principalmente devido a uma maior geração de caixa pelas atividades operacionais e também pela queda nos investimentos em ativo imobilizado e pelo desenvolvimento de novos produtos. Já para investimentos (considerando pesquisa, desenvolvimento e Capex), foram realizados US$ 610 milhões, contra uma estimativa de US$ 650 milhões para o ano.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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