Previ tem superávit de R$ 5,6 bilhões em janeiro e retoma equilíbrio – Valor

RIO  –  A Previ, fundo de pensão dos funcionário do Banco do Brasil, encerrou janeiro com um superávit de R$ 5,6 bilhões, o que a ajudou a zerar o déficit carregado desde 2015 e passar a registrar superávit acumulado de R$ 1,3 bilhão.

O resultado refere-se ao Plano 1, de benefício definido e que concentra os principais investimentos da fundação, com R$ 168 bilhões sob gestão.

Com rentabilidade de 14,97%, o plano fechou o ano passado com resultado positivo de R$ 9,6 bilhões, o que reduziu o déficit do período para R$ 4,3 bilhões. Em 2017, a meta atuarial foi de 7,17%.

Com os números de janeiro, o fundo de pensão deixou para trás um déficit de R$ 16,1 bilhões em 2015, que interrompeu um período de oito anos sucessivos de resultados positivos e que e incluiu a distribuição de superávits aos participantes de 2010 a 2013. Em 2016, o plano ensaiou uma recuperação e teve um ganho de R$ 2,2 bilhões, reduzindo o déficit para R$ 13,9 bilhões.

O Plano 1 tem uma carteira de renda variável relevante, de R$ 70 bilhões, com participações como Vale, Neoenergia, Banco do Brasil, Petrobras e BRF. Na processadora de carnes, a participação é avaliada em R$ 2,22 bilhões. “Não temos nenhuma intenção de sair de BRF, está dentro da nossa matriz setorial e acreditamos na companhia. A discussão lá é outra”, afirmou o presidente Gueitiro Guenso, referindo-se às recentes questões de governança. “O ativo é bem saudável e tem perspectiva de crescimento”, completa.

Gueitiro lembra que nesse tipo de movimento que a Previ realiza junto com outros acionistas fica mais fácil encontrar uma solução quando a empresa tem capital disperso.

A carteira de renda variável do plano teve rentabilidade de 21,34% em 2017. No ano passado, a Previ vendeu R$ 10,4 bilhões em ativos, em linha com sua estratégia de redução em renda variável e desconcentração da carteira. A fundação vendeu sua fatia em CPFL, reduziu posição em bolsa em ativos como Petrobras – hoje avaliada em R$ 5,5 bilhões – e Banco do Brasil (R$ 7,7 bilhões). “É um pouco da estratégia de desconcentração”, afirma.

Por outro lado, realizou compras de R$ 1,4 bilhão e incluiu em sua carteira ativos como B3 e BR Distribuidora, cuja fatia foi comprada na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Na renda fixa, os ganhos foram de 9,7% em 2017. Já os investimentos no exterior subiram 23,5% e os investimentos estruturados tiveram ganhos de 27,95%. A carteira de imóveis teve rentabilidade de 9,95%. “Os imóveis já começaram a se recuperar e tiveram resultado acima da meta atuarial”. No Previ Futuro, plano de contribuição variável com R$ 12 bilhões em ativos totais, a rentabilidade foi de 14,97% – ante meta atuarial de 7,17%.

O objetivo da Previ é utilizar os possíveis superávits para baixar a meta atuarial, reiterou o executivo. “A redução vai acompanhar as taxas de longo prazo da NTN-B”, afirma Gueitiro.

A Previ também dá novos passos para aplicar rating de governança, criado por ela no ano passado, na avaliação dos ativos. A entidade já analisou os ativos de sua carteira segundo estes critérios.

“Na hora em que eu for me desfazer, vamos observar mais um critério. Se ele tiver um rating C, o mais baixo deles, a minha prioridade é desfazer. Mas não vamos nos desfazer de um ativo a qualquer preço só porque ele é rating C”, diz. Já para a aquisição de novos ativos, a observação do rating de governança será fundamental.

Fonte Oficial: Valor.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!