Taxas curtas de juros assimilam IPCA e fecham com viés de baixa – Jornal do Comércio

Os juros futuros de curto prazo encerraram a sessão regular desta sexta-feira (9) com viés de baixa, refletindo a leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, que ficou ligeiramente acima da mediana das estimativas, mas trouxe preços de abertura bastante favoráveis, consolidando a ideia de que há espaço para o Comitê de Política Monetária (Copom) continuar reduzindo a Selic.

As taxas longas fecharam entre a estabilidade e leve alta, refletindo o relatório de emprego nos Estados Unidos, que mostrou avanço do mercado de trabalho, mas sem pressões inflacionárias.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 passou de 6,454% para 6,450% e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 7,32% para 7,29%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 8,25%, mesmo patamar do ajuste de quinta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou na máxima, de 9,19%, ante ajuste na quinta de 9,16%.

O IPCA de fevereiro subiu 0,32%, ante 0,29% em janeiro. A mediana das estimativas era de 0,31%, segundo pesquisa do Projeções Broadcast, mas o fato de o índice ter ficado levemente acima não chegou a frustrar porque outros preços, como os de alimentação, livres e indicador de difusão, indicam tendência de baixa para a inflação.

“Nos últimos dias, o mercado estava esperando um número menor, mas veio em linha e com abertura boa. Ou seja, não muda a aposta de queda da Selic em 0,25 ponto porcentual para o Copom de março”, disse o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.

Algumas instituições revisaram nesta quinta suas estimativas para a inflação e Selic. O Bradesco agora prevê IPCA de 3,50% em 2018, de 3,90% anteriormente. O Itaú Unibanco passou a trabalhar com a expectativa de corte da Selic em 0,25 ponto em março, para 6,50%, de projeção anterior de manutenção da taxa em 6,75%.

Na avaliação do economista da Saga Capital William Michon Jr., a ponta longa oscilou mais em linha com os números do emprego nos EUA. “O payroll permitiu boa parte das moedas emergentes a se valorizar ante o dólar, indicando que as condições financeiras seguem favoráveis e isso permite estender um pouco mais o horizonte de juros baixos no Brasil”, disse.

Houve criação de 313 mil vagas em fevereiro nos Estados Unidos, bem acima da previsão de 205 mil. Fevereiro marcou o 89º mês seguido de criação de empregos nos EUA, a série mais longa da história. Por outro lado, o avanço do salário médio por hora, de 0,15%, ficou abaixo da previsão de alta de 0,20%. A taxa de desemprego, de 4,1%, ficou acima da projeção de 4%.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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