Bolsas de Nova Iorque fecham com viés de queda pressionadas por setor industrial – Jornal do Comércio

As bolsas da valores dos Estados Unidos fecharam sem direção definida neta segunda-feira (13), com viés de queda, ao passo em que o mau desempenho do setor industrial ofuscava a performance das ações de tecnologia, que levaram o Nasdaq ao um novo fechamento recorde.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,62%, aos 25.178,61 pontos; o S&P 500 recuou 0,13%, para 2.783,02 pontos; e o Nasdaq subiu 0,36%, para 7.588,32 pontos, num novo recorde de fechamento.

Dos 11 setores do S&P 500, seis fecharam em queda. O setor industrial perdeu 1,17%, em meio a temores de que as tarifações impostas pelo governo de Donald Trump sobre as importações de metais pressionem duramente o lucro dessas empresas.

Na semana passada, Trump assinou um decreto impondo tarifas de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as de alumínio, desencadeando temores de uma possível guerra comercial. Países como Brasil, Japão e China devem ser duramente atingidos.

Embora as medidas vistas como protecionistas devam favorecer as siderúrgicas americanas, outros setores da indústria que utilizam os metais como matéria-prima para uma infinidade de produtos devem ser prejudicados.

Como resultado, a fabricante de aviões Boeing viu seus papéis despencarem 2,91%.

No terreno positivo, as ações da Apple subiram 0,97% e chegaram a levar o índice Nasdaq à máxima do dia, impulsionadas pelo anúncio da aquisição do aplicativo Texture.

O aplicativo permite ao usuário acesso ilimitado ao conteúdo de mais de 200 revistas e traz títulos como Vanity Fair e The New Yorker. De acordo com a Apple, a aquisição tem como objetivo impulsionar o serviço Apple News. O valor da transação não foi informado.

Os investidores ficarão atentos a novos indicadores de inflação nos EUA nesta semana para fazerem suas apostas. Amanhã, o Departamento de Trabalho do país informa o índice de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), dando mais pistas aos investidores sobre o ritmo da política monetária a ser executada neste ano pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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