Lucro da Randon cresce 170% em 2017 e reverte prejuízo – Jornal do Comércio

A Randon Implementos, com sede em Caxias do Sul, teve alta 169,5% no lucro líquido consolidado de 2017, mais que recuperando-se da queda no desempenho dois anos antes. O balanço divulgado nesta quarta-feira (14) mostrou que o lucro líquido ficou em R$ 46,7 milhões, ante prejuízo de R$ 67,2 milhões em 2016.

A companhia gaúcha apontou que houve “reversão do período de crise econômica e política, quedas consecutivas nos volumes de produção e desemprego em alta”. A recuperação foi moderada em 2017, disse a direção em nota. A receita bruta somou R$ 4,2 bilhões, alta de 14,6% sobre 2016. Já a receita líquida alcançou R$ 2,9 bilhões, 11,9% acima do período anterior. O Ebitda (lucro antes de tributos, depreciações e amortizações) ficou em R$ 308,2 milhões ou 10,5% sobre a receita líquida do período. Em 2016, o indicador havia ficado em R$ 142,7 milhões, 5,4% sobre a receita líquida.

A companhia, que perdeu recentemente seu fundador Raul Randon, morto aos 88 anos, atribuiu o êxito no balanço ainda a ações internas adotadas desde o começo da crise, em 2015, que envolveu processos, controle de despesas e investimentos, lançamento de novos produtos, fortalecimento dos canais de venda e redução de custos fixos. “Há esperança, mesmo que cautelosa, de que o País volte a crescer após quase três anos praticamente estagnado”, observa o diretor-presidente das Empresas Randon, David Abramo Randon.

Na área externa, a receita somou US$ 155,4 milhões, 2,5% acima do mesmo período de 2016, que registrou dividas de US$ 151,6 milhões. Deste total, Mercosul e Chile representaram 46,3% do fluxo, e Nafta (Estados Unidos, México e Canadá), 32,6%. A planta de veículos rebocados na Argentina, controlada pela Randon, apurou receita bruta de US$ 31 milhões, e unidades no exterior controladas pela Fras-le, e os escritórios internacionais obtiveram receita bruta de US$ 53,3 milhões, alta de 11,7% ante 2016. O total entre a soma das exportações e das receitas geradas no exterior foi de US$ 239,7 milhões em 2017, 6,8% maior do que o ano anterior.

A divisão montadoras do grupo respondeu por 43,4% da receita líquida consolidada da companhia, somando R$ 1,3 bilhão. Semirreboques somou 77,7% do valor, vagões (18,2%) e veículos especiais (4,2%). Uma novidade em 2018 é que a A partir de 2018 os semirreboques também serão produzidos nas plantas de semirreboques de Araraquara, em São Paulo, e em Lima, no Peru. A empresa é a maior fabricante de reboques e semirreboques da América Latina e uma das maiores do mundo e tem unidades em Caxias do Sul, Chapecó e Rosário, na Argentina. A divisão de autopeças respondeu por 51,5% da receita líquida, somando R$ 1,5 bilhão. 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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