Maioria das bolsas europeias fecha em baixa, com foco nos EUA e no petróleo – Jornal do Comércio

Os principais mercados acionários da Europa fecharam majoritariamente em queda, numa quarta-feira em que apenas a Bolsa de Frankfurt se manteve acima da linha d’água. O temor de maior protecionismo dos Estados Unidos no comércio global piorou o humor dos investidores, em jornada também negativa para o petróleo.

Durante as primeiras horas do pregão da região, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, deu novas garantias de que a instituição manterá seus juros nos baixos níveis atuais por bastante tempo depois do fim das compras de seu programa de relaxamento quantitativo (QE, pela sigla em inglês). O anúncio de um forte avanço da produção industrial da China no primeiro bimestre também deu fôlego a mineradoras negociadas nas bolsas europeias. Mas o bom humor foi logo dissipado pela abertura em queda das bolsas de Nova York, em meio a notícias de que o governo do presidente americano, Donald Trump, concederá poucas exceções em suas tarifas à importação de aço e alumínio.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,15%, aos 374,94 pontos.

Em Londres, o índice FTSE 100 encerrou o dia em queda de 0,09%, aos 7.132,69 pontos. A pujança industrial da China deu a investidores boas perspectivas sobre mineradoras como a Glencore, cujas ações subiram 1,82% na sessão. Mas a petroleira BP viu seus papéis cederem 1,95%, após dados de petróleo divulgados nos Estados Unidos e pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) serem interpretados com viés majoritariamente negativo para companhias do setor.

Bancos importantes como o Lloyds e o Barclays também registraram perdas no pregão de hoje. Suas ações recuaram 0,37% e 1,10%, respectivamente.

O DAX 30, principal índice da Bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 0,14%. O destaque absoluto da sessão por lá foram os papéis da Adidas, que dispararam 11,72% com notícias de que a empresa vai iniciar um programa de recompra de ações e atualizou sua perspectiva de longo prazo para lucro e margens maiores que os previstos anteriormente. A galopante produção industrial chinesa deu fôlego também às ações da siderúrgica Thyssenkrupp (+0,70). Já os bancos Commerzbank e Deutsche Bank marcaram perdas de 1,79% e 1,08%, respectivamente. Volkswagen recuou 1,41%.

Em Madri, o Ibex 35 fechou próximo à estabilidade, em baixa de 0,03%, aos 9.688,50 pontos. Já o PSI-20, da Bolsa de Lisboa, recuou 0,10%, para os 5.420,00 pontos.

O FTSE MIB, principal composto de ações da Bolsa de Milão, cedeu 1,05%, aos 22.452,34 pontos. O índice foi puxado para o negativo por quedas de papéis relevantes no mercado acionário italiano, como os do Banca Carige (-2,13%), da Telecom Itália (-2,20%) e da montadora Fiat (-1,15%).

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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