Mensalidades escolares ajudam a reduzir inflação dos mais ricos – Jornal do Comércio

A inflação das famílias de baixa renda continuou abaixo da variação de preços das famílias com renda mais alta no mês de fevereiro, informou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) ontem. Mas os preços para a parcela mais rica da população sofreram um recuo mais expressivo no ritmo de crescimento no mês passado, se comparado ao mesmo mês de 2017, puxado pelas mensalidades escolares. Segundo o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, a alta de preços das famílias mais pobres foi de apenas 0,08% em fevereiro, contra 0,09% em fevereiro de 2017, enquanto a inflação das famílias mais ricas subiu 0,66%, contra 0,78% em fevereiro do ano passado.

“O reajuste das mensalidades escolares, ocorrido em fevereiro, impacta mais fortemente os mais ricos, pois a maioria dos alunos matriculados na rede privada de ensino pertence a essa faixa de renda”, explicou em uma nota Maria Andreia Lameiras, técnica de planejamento e pesquisa do Ipea e autora do estudo.

Os reajustes das mensalidades escolares em 2018 (7%, em média, nos ensinos Infantil, Fundamental e Médio) ficaram cerca de dois pontos percentuais abaixo do registrado no ano passado, informou o Ipea. Com esses resultados, nos dois primeiros meses de 2018, a inflação das famílias de renda menor correspondeu a quase um terço da registrada na classe de renda mais alta, informou o instituto.

Entre as famílias de renda muito baixa, a inflação recuou entre os dois primeiros meses do ano – havia sido de 0,23% em janeiro -, puxada pela redução de preços dos alimentos. “Desde o início de 2017, estamos com um comportamento muito favorável para o grupo alimentício. E como os mais pobres dedicam uma parcela maior de sua renda para esse grupo, o impacto nessa faixa é maior”, afirma Maria Andreia. O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (Snipc) do IBGE.

A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, criou um grupo de trabalho que terá como tarefas analisar a unificação das metodologias de apuração do estoque da Dívida Pública Federal (TIR e apropriação) e definir a contabilização dos encargos negativos – sempre levando em consideração implicações orçamentárias, financeiras, patrimoniais, legais, fiscais e operacionais.

Composto por subsecretários e coordenadores de área do Tesouro Nacional, o grupo terá 180 dias para apresentar relatório com as propostas. Se necessário, o prazo de conclusão dos trabalhos poderá ser prorrogado por mais 90 dias. A criação do grupo está formalizada em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!