NY: Bolsas caem puxadas pelos setores industrial e de matérias-primas – Valor

SÃO PAULO  –  As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quarta-feira (14) em meio à renovação dos temores de uma guerra comercial dos Estados Unidos com outros países. Dow Jones e S&P 500 caíram pela terceira sessão consecutiva, puxados por baixas nos segmentos industrial e de matérias-primas. O índice das blue chips americanas diminuiu os ganhos no ano para modestos 0,16%.

Isoladamente, a Boeing foi, mais uma vez, uma das empresas que mais contribuiu para derrubar o Dow Jones. A companhia caiu 2,5% e foi responsável por 55 dos 249 pontos de queda do Dow Jones, que caiu 1%, aos 24.758,12 pontos – os papéis de aéreas também recuaram na sessão desta quarta.

Já o S&P 500 recuou 0,6%, aos 2.749,48 pontos. O segmento de matérias-primas caiu 1,3% com apenas uma ação conseguindo alta no dia. Só dois setores, considerados defensivos, conseguiram escapar da baixa nesta sessão: o imobiliário e o de utilidades públicas.

O Nasdaq foi menos afetado e recuou 0,2%, a 7.496,81 pontos. Até a sessão de segunda-feira (12), o Nasdaq vinha renovando máximas históricas em sequência.

Destaques

Entre os destaques individuais, as varejistas caíram depois de dados de vendas no setor mostrarem queda. A Kohl’s recuou 2,9%, enquanto a Nordstrom declinou 1,7% e a Macy’s perdeu 0,7%.

Mais cedo, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos disse que não abrirá muitas exceções para as empresas americanas que tentarem conseguir isenção nas tarifas sobre a importação de aço e alumínio. Instruções mais detalhadas para as indústrias interessadas em buscar isenções devem ser divulgadas entre o final desta semana e o começo da próxima, de acordo com pessoas a par do assunto.

Da União Europeia (UE) veio uma sinalização de que as negociações também serão pesadas. A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que o bloco precisa responder de forma conjunta ao plano dos EUA de impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio e que não se deve ter medo de promover retaliações. 

Um porta-voz da Casa Branca também confirmou, hoje, que os EUA estão pressionando a China a reduzir o superávit comercial com o país em US$ 100 bilhões. Isso ajudou a elevar os rumores de que novas tarifas podem ser impostas à China em produtos de tecnologia e vestuário.

Fonte Oficial: Valor.

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