Bolsas da Ásia fecham sem direção única, com foco em manobras comerciais dos EUA – Jornal do Comércio

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira (15), com tensões comerciais geradas pelos EUA ainda no foco, mas algumas delas conseguiram se recuperar de quedas vistas mais cedo, à medida que cresceu o interesse por oportunidades de ações baratas.

No Japão e em Hong Kong, os índices acionários locais chegaram a cair mais de 1% na primeira metade dos negócios, reagindo ao fraco desempenho das bolsas de Nova Iorque, que no pregão de ontem tiveram perdas de cerca de 0,2% a 1%. Ambos os mercados asiáticos, porém, acabaram se recuperando.

Em Tóquio, o Nikkei teve leve alta de 0,12%, terminando a sessão a 21.803,95 pontos, uma vez que o iene reduziu ganhos em relação ao dólar durante a madrugada. Já em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,34%, a 31.541,10 pontos. Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi teve comportamento semelhante e encerrou o dia com ganho de 0,25%, a 2.492,38 pontos, sua quinta valorização em seis pregões.

Na China continental, por outro lado, as bolsas ficaram ligeiramente no vermelho. Praticamente estável, o Xangai Composto recuou 0,01%, a 3.291,11 pontos. O menos abrangente Shenzhen Composto, por sua vez, caiu 0,22%, a 1.874,41 pontos. Ontem, Pequim aplicou uma multa recorde equivalente a US$ 870 milhões a uma empresa de logística, por manipular preços de ações em Shenzhen.

No mercado taiwanês, o Taiex cedeu 0,18%, a 11.018,45 pontos, influenciado pela fraqueza de papéis financeiros e de tecnologia, enquanto em Manila, o filipino PSEi teve baixa mais expressiva, de 1,90%, a 8.190,01 pontos.

Investidores na Ásia e em outras partes do mundo continuam atentos às manobras comerciais dos EUA. Após Washington confirmar na semana passada que irá taxar importações de aço e alumínio, há rumores de que os EUA poderão impor tarifas a produtos chineses no valor de US$ 60 bilhões. Além disso, a Casa Branca esclareceu ontem que os EUA querem reduzir seu déficit comercial com a China em US$ 100 bilhões, e não em US$ 1 bilhão, como o presidente Donald Trump havia mencionado em recente tuíte.

Na Oceania, a bolsa australiana teve perdas pelo terceiro pregão seguido, pressionada por ações de grandes bancos domésticos e de petrolíferas. O S&P/ASX 200 caiu 0,24% em Sydney, a 5.920,80 pontos. 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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