Dólar sobe ante real, em linha com o exterior – Jornal do Comércio

O dólar opera em alta moderada ante o real na manhã desta quinta-feira (15). O mercado precifica o viés positivo do índice do dólar e também em relação a moedas ligadas a commodities no exterior.

O receio de uma guerra comercial é pano de fundo dos negócios em meio aos planos protecionistas do governo dos Estados Unidos e o compasso de espera pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na próxima semana. O fluxo cambial financeiro está no radar por conta das ofertas de títulos públicos pelo Tesouro Nacional no fim da manhã.

“O dólar forte lá fora é o que está precificando a alta internamente”, disse o diretor da Correparti Jefferson Rugik. Segundo ele, desde o início deste mês o dólar comercial tem acompanhando “par e passo” o movimento de sua congênere do exterior, mediante a ausência de fatos internos relevantes.

Além das sobretaxas impostas via decreto às importações norte-americanas de aço (25%) e de alumínio (10%), há rumores de que o presidente Donald Trump poderá impor tarifas a produtos chineses no valor de US$ 60 bilhões. Nesta quarta-feira (14) a Casa Branca esclareceu que os EUA querem reduzir seu déficit comercial com a China em US$ 100 bilhões – e não em US$ 1 bilhão, como Trump havia mencionado no Twitter.

O governo brasileiro tenta convencer o governo americano a excluir o País da tarifa de 25% sobre a importação de aço. A lista de argumentos abrange os US$ 11 bilhões investidos por empresas brasileiras no setor siderúrgico dos Estados Unidos, o saldo comercial global favorável aos americanos na última década, a cooperação dos dois países na área de defesa e a participação do Brasil nos fóruns internacionais que tentam combater o excesso de produção de aço pela China. Por enquanto, somente Canadá e México estão fora da proposta, mas Trump já sinalizou eventual isenção à Austrália.

Às 9h33min desta quinta-feira, o dólar à vista estava em alta de 0,41%, aos R$ 3,2773. O dólar futuro para abril, mais negociado, subia 0,52% neste mesmo horário, aos R$ 3,2805.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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