Juros futuros têm leve queda à espera de ajuste na Selic – Valor

SÃO PAULO  –  As taxas dos contratos de DI registraram ligeira baixa nesta sexta-feira (16). Os agentes financeiros já operam em compasso de espera pela decisão do Copom, inibindo variações mais elásticas nos juros futuros.

Boa parte dos investidores e analistas seguem firmes na aposta de que a Selic será reduzida em 0,25 ponto percentual, a 6,50%, na próxima quarta-feira (21). No entanto, aguardam novas sinalizações do Copom antes de se posicionar para a extensão do ciclo de flexibilização monetária.

Até por isso, as taxas de curtíssimo prazo chegam ao fim da sessão regular com alterações mínimas frente aos valores do ajuste passado. Já a taxa projetada pelo DI janeiro de 2019 – que reflete as apostas para este ano – caiu 1,5 ponto para 6,475%.

Além da decisão do Copom em si, o que será acompanhado de perto no mercado será a sinalização para os próximos passos para a Selic. O colegiado não deve fechar as postas para uma nova flexibilização. No entanto, a tendência é de que indique a necessidade de alterações ainda mais significativas para implementar outra redução de juros em maio.

Entre os argumentos que jogam contra a queda da Selic, o Itaú destaca o quadro de recuperação da atividade econômica, os efeitos defasados da política monetária e o balanço de riscos no cenário internacional, que se tornou menos favorável recentemente devido à perspectiva de aperto monetário mais intenso nos Estados Unidos. 

Além disso, o Copom ainda deve continuar enxergando convergência da inflação em direção à meta em 2019, que gradualmente vem se transformando no horizonte mais relevante para a política monetária. “Portanto, entendemos que a interrupção do processo de corte de juros é o cenário mais provável e é consistente com a comunicação recente do Copom”, diz o Itaú.

O BNP Paribas não aposta em corte da taxa agora em março. Mas vê chance de novas quedas no futuro, a depender da dinâmica de inflação, e acredita que o caminho está sendo pavimentado para taxas baixas e sustentáveis por tempo mais longo.

Novo sinal da inflação deve vir já na sexta-feira (23), com a divulgação do IPCA-15 de março. O número ainda deve ser benéfico, com alta perto de 0,10%. No entanto, operadores apontam que só uma surpresa significativa traria pressão suficiente para mexer nas apostas para a Selic.

No fim da sessão regular desta sexta, o DI janeiro/2020 era negociado a 7,350% (ante 7,380% no ajuste anterior), o DI janeiro/2021 apontava 8,220% (8,250% no ajuste anterior), o DI janeiro/2023 era negociado a 9,090% (9,120% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 marcava 9,500% (9,520% no ajuste anterior).

Fonte Oficial: Valor.

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