Sindha quer transparência no IPTU de Porto Alegre – Jornal do Comércio

O Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha) defende que a atualização da planta de valores do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) ocorra, mas de forma transparente. A prefeitura apresentou uma proposta para atualizar o tributo no ano passado, mas o projeto foi derrotado na Câmara Municipal.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior já destacou a iniciativa como uma de suas propostas estruturantes para este ano, e o tema deve voltar ao Legislativo. “Entendemos que se deve mexer na planta do IPTU, mas com transparência”, ressaltou o presidente do Sindha, Henry Chmelnitsky, que foi reconduzido para mais quatro anos à frente do sindicato.

O empresário sugeriu que a Secretaria Municipal da Fazenda (SMF) e os próprios vereadores trabalhem para criar um simulador dos novos valores, permitindo que os proprietários saibam, previamente, como ficará a nova conta do IPTU de seu imóvel se o projeto da prefeitura passar na Câmara.

“Vai subir o valor para alguns? Ok. Têm casos de dois imóveis iguais, na mesma rua, com valores diferentes. Agora, é preciso ver o valor de mercado”, completou Chmelnitsky. Durante reunião-almoço em que os dirigentes do Sindha apresentaram as principais ações para os próximos anos, empresários também insistiram na importância de dar uma atenção maior ao Centro Histórico da Capital. “É preciso dar um tratamento especial a essa área nobre da cidade”, defendeu Chmelnitsky.

O presidente do Sindicato dos Hotéis de Porto Alegre, Carlos Henrique Schmidt, observou que, pela proposta original do Executivo, os hotéis do Centro teriam um reajuste superior a 100% no valor do IPTU. “A prefeitura não entrega serviços compatíveis com esse aumento. É só olhar a situação da rua”, apontou Schmidt, referindo-se à sujeira, aos moradores de rua e à falta de cuidados com o espaço público.

A rede hoteleira da região tem sofrido com a situação atual do Centro. Os dados mais recentes sobre Porto Alegre apontam 46% de ocupação dos leitos – média em 12 meses. Entretanto, entre os hotéis do Centro, esse índice é inferior a 40%, enquanto, nos outros bairros, supera 50% de ocupação na média. “Há outras áreas que também precisam de uma atenção especial”, apontou Schmidt, citando o 4º Distrito – em especial, a avenida Farrapos.

Para melhorar o quadro, o Sindha prega união entre entidades, vereadores e prefeitura.

Chmelnitsky disse que há sensibilidade na Câmara e no Executivo às propostas do Sindha, mas sustentou que, para a cidade avançar e tirar melhorias do papel, é preciso mais diálogo e consenso.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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