Com exterior pesado, Ibovespa tem quinta queda seguida – Valor

SÃO PAULO  –  O Ibovespa registrou hoje a quinta queda consecutiva e voltou ao nível dos 83 mil pontos, influenciado pelo clima de cautela nos mercados globais e pela retração no preço das commodities. Tal contexto fez com que as blue chips, como Vale ON e Petrobras PN, terminassem o dia no campo negativo.

O indicador fechou a segunda-feira com retração de 1,15%, aos 83.913 pontos, após atingir a mínima aos 83.678 pontos (-1,42%). É a primeira vez desde 14 de fevereiro que o Ibovespa termina um pregão abaixo dos 84 mil pontos. O giro financeiro do índice totalizou R$ 8,64 bilhões.

“O mercado aguarda as decisões dos bancos centrais, tanto aqui quanto nos Estados Unidos”, diz o analista da Lerosa Investimentos, Vitor Suzaki. Até quarta-feira (21), quando serão conhecidas as novas taxas de juros dos dois países, os investidores devem permanecer cautelosos.

A expectativa em relação à reunião do Fed, na quarta-feira, está mais relacionada aos sinais que podem ser dados pela autoridade monetária americana. O mercado dá como certo que uma elevação nos juros será determinada na reunião desta semana, mas ainda há dúvida quanto aos próximos passos, com a possibilidade de outras duas ou três altas na taxa ainda neste ano.

Tal incerteza derrubou as bolsas americanas, que fecharam o dia em queda de mais de 1%, e influenciou as blue chips brasileiras, ações mais líquidas e que funcionam como porta de entrada para investimentos estrangeiros. Dentre esses papéis, destaque para Vale ON, que fechou o dia em queda de 2,84% e teve o maior giro financeiro do Ibovespa, com R$ 896 milhões — os papéis acumulam retração de 7,8% em março.

Além disso, o forte recuo no preço do minério de ferro — a commodity terminou a segunda feira em queda de 3,4%, voltando ao patamar de 7 de dezembro — foi mais um fator de influência para o desempenho das ações da mineradora no dia.

Entre as blue chips, também terminaram o dia no campo negativo Petrobras PN (-2,33%), Itaú Unibanco PN (-2,15%), Banco do Brasil ON (-2,36%) e Bradesco PN (-1,02%). “Até quarta, o mercado deve continuar sem um rumo claro”, diz um operador de mercado.

Internamente, o resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), mostrando queda de 0,56% em janeiro, aponta para uma quadro de retomada econômica ainda lenta e gradual, o que também contribuiu para a diminuir o otimismo do mercado.

O setor de siderurgia também terminou o dia no vermelho, em meio à cautela global, à apreensão em relação ao protecionismo do governo americano e à retração do preço do minério e de commodities metálicas. Usiminas PNA (-4,93%) teve o pior desempenho do Ibovespa; CSN ON (-2,94%) e Gerdau PN (-2,72%) completam o quadro de perdas expressivas.

O segmento apresenta desempenho amplamente negativo em março: CSN ON acumula perda de 18,33%, segundo pior desempenho do Ibovespa, atrás apenas de Qualicorp ON (-20,7%); Usiminas PNA recua 13,9%, enquanto Gerdau PN tem perda de 9,4%

Por outro lado, Suzano ON (+7,37%) liderou novamente os ganhos do indicador. Segundo apuração do Valor, investidores posicionados no segmento de papel e celulose têm priorizado os papéis da Suzano e diminuindo o posicionamento em Fibria, reagindo aos termos anunciados para a operação de combinação das atividades das duas empresas — Fibria ON encerrou o dia em queda de 0,22%.

Fonte Oficial: Valor.

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