Mau humor externo leva Ibovespa a fechar em queda de 1,15% – Jornal do Comércio

O mau humor dos mercados acionários externos contaminou a sessão de negócios desta segunda-feira (19) e o Ibovespa registrou seu quinto pregão de queda consecutivo, sem ter força para manter o patamar dos 84 mil pontos. O índice à vista fechou em baixa de 1,15%, aos 83.913,06 pontos.

As principais bolsas na Europa encerraram com perdas assim como em Wall Street. De acordo com analistas, o sentimento de cautela com relação ao que poderá vir no comunicado do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano) sobre a intensidade do aperto do juro, aliado às notícias negativas sobre eventual investigação do Facebook pelo Congresso dos Estados Unidos, azedou o dia.

“O mundo apanha hoje. O problema vem de fora e bate aqui onde o mercado está esticado”, diz Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura CTVM.

Ele nota que não houve um gatilho específico, mas um conjunto de fatores negativos, entre eles, o recuo de mineradoras, siderúrgicas e petroleiras no mercado europeu com reflexo direto nas correlatas brasileiras. Marco Tulli Siqueira, gestor de renda variável da Coinvalores, ainda paira no ar o temor de que essa onda protecionista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possa se estender para outras commodities.

Entre as blue chips, a Vale ON refletia não apenas esse movimento, mas também era influenciada pela queda de mais de 3% do minério de ferro no porto de Qingdao, na China. As ações se desvalorizaram 2,84%. No caso da Petrobras, embora as cotações do petróleo não tenham registrado forte queda perto do fechamento, os papéis ON e PN recuaram 3,34% e 2,33%, respectivamente.

Tulli diz que também contribuiu para o mau desempenho do Ibovespa uma questão doméstica: o fato de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ter sido sorteado para examinar o habeas corpus coletivo impetrado na semana passada por um grupo de advogados do Ceará que busca impedir a prisão após decisão em segunda instância. Mas essa avaliação não foi uníssona. “Não dá para jogar todo recuo nas costas desse evento político”, discordou Silveira, para quem pesou muito mais o contexto externo.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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