Taxas longas de juros fecham em alta com exterior e pressão no câmbio – Jornal do Comércio

Os juros futuros de médio e longo prazos fecharam a sessão regular desta terça-feira (20) em alta moderada, refletindo a cautela com o cenário externo, que levou o dólar a subir ante o real para o patamar de R$ 3,30. Os contratos de curto prazo oscilaram perto da estabilidade, encerrando perto dos ajustes de segunda-feira, com os investidores em compasso de espera pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (21).

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 6,465%, de 6,464% no ajuste de segunda, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 7,36% para 7,41%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 8,30%, de 8,23% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2023 avançou de 9,09% para 9,16%.

Com agenda e noticiário domésticos nesta terça pouco expressivos, os juros estabeleceram uma correlação com o dólar desde o período da manhã. Os investidores optaram por uma estratégia mais cautelosa diante do risco de o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que na quarta anuncia sua decisão de política monetária, ampliar suas projeções de alta de juros, de três para quatro, este ano.

Para a decisão em si, a aposta consensual é de alta da taxa dos fed funds para a faixa entre 1,50% e 1,75%. Além disso, estarão de olho na entrevista do presidente do Fed, Jerome Powell, para a qual a percepção é de que mostre uma visão otimista da economia norte-americana, numa postura mais “hawkish” (mais dura) do que sua sucessora, Janet Yellen. Às 16h24, o dólar à vista subia 0,65%, aos R$ 3,3074.

Sobre o Copom, como o mercado precifica amplamente um corte de 0,25 ponto porcentual na atual Selic de 6,75%, a expectativa é pelas sinalizações do comunicado em relação aos próximos passos da política monetária. Há um consenso entre os profissionais de que o Copom não deverá fechar totalmente as portas para a possibilidade de cortes depois de março, que acomode um cenário de nova melhora nos níveis da inflação, mas que deverá deixar claro que o cenário base para as próximas reuniões é de manutenção da taxa básica.

De volta ao exterior, na reunião do G-20, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, afirmou no período da tarde que as conversas sobre possíveis isenções à tarifação de aço e alumínio importados pelo país estão “progredindo” e ressaltou que o governo de Donald Trump não está preocupado com uma guerra comercial.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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