Petróleo sobe com expectativa de que risco geopolítico contenha oferta – Jornal do Comércio

O petróleo registrou fortes altas no pregão desta terça-feira (20), impulsionado pela percepção entre investidores de que novas tensões geopolíticas envolvendo nações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) têm potencial para reduzir a oferta global da commodity.

Na Nymex, em Nova Iorque, o petróleo WTI para maio fechou em alta de US$ 1,41 (+2,27%), a US$ 63,54 o barril. O contrato do WTI para abril, que venceu hoje, encerrou a última sessão de negociação com avanço de US$ 1,34 (+2,16%), a US$ 63,40 o barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para maio fechou com ganho de US$ 1,37 (+2,07%), a US$ 67,42 por barril.

Um dos fatores a dar impulso ao óleo no pregão de hoje está nas crescentes tensões políticas entre a Arábia Saudita e o Irã, dois dos principais integrantes da Opep. Ontem, o ministro de Relações Exteriores saudita, Adel al-Jubeir, classificou o atual pacto sobre o programa nuclear do Irã de “falho”.

Além disso, contribuíram para a percepção de tensão geopolítica novos sinais de que o presidente dos EUA, Donald Trump, poderá agir para restaurar sanções econômicas contra Teerã.

O Commerzbank afirmou ainda em um relatório sobre o setor de energia que o Reino Unido, a França e a Alemanha estão “considerando” impor sanções por parte da União Europeia a indivíduos e grupos do regime iraniano, por causa de seu papel na guerra civil da Síria. Essa possibilidade, contudo, seria uma tentativa da parte de Londres, Paris e Berlim de evitar que Trump revogue a suspensão de sanções dos EUA ao Irã em meados de maio deste ano.

Houve ainda a afirmação pela primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, de que o governo de centro-esquerda do país avalia a proibição de novas concessões para exploração de petróleo e gás. A premiê é defensora de indústrias alternativas, com menor impacto ambiental. Ardern disse, de qualquer modo, que as permissões já concedidas não serão revogadas.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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