Prefeitura de SP lança edital para PPP de construção de casa popular – Valor

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 16h14) A Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab) informou nesta quarta-feira que a primeira fase da parceria público-privada (PPP) da habitação do município de São Paulo prevê um investimento de R$ 4,4 bilhões para a construção de 22.240 unidades habitacionais, infraestrutura pública, equipamentos públicos e prestação de serviços.

O programa, anunciado em janeiro, prevê a construção de 34 mil novas moradias em seis anos. A prefeitura ficará encarregada de ceder os terrenos. A iniciativa privada será responsável pelas construções.

Os conjuntos serão destinados a habitação, postos de saúde, escolas e creches. Todos voltados para população de baixa renda. A ideia é que fiquem localizados perto de grandes corredores de ônibus.

O vice-presidente de Habitação do Sindicato da Indústria de Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Ronaldo Cury, afirma que a PPP tende a despertar interesse de todas as incorporadoras que atuam na baixa renda, mas que a participação efetiva das empresas na disputa dependerá do que será apresentado, na quinta-feira, no detalhamento do edital.

A Cury, empresa da qual o vice-presidente do Sinduscon-SP é diretor de relações institucionais, tem interesse em estudar o edital para definir se irá participar da concorrência. “A PPP é mais um veículo para tentar reduzir o déficit habitacional”, diz.

Não se sabe ainda, de acordo com o vice-presidente do Sinduscon-SP, se o pagamento pela construção será feito assim que as obras forem concluídas. 

O vice-presidente do Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Rodrigo Luna, afirma que parcerias público-privadas de habitação agregam a capacidade de gestão do poder público e a de produção do setor privado. “Apoiamos incondicionalmente as PPPs”, diz.

O representante da entidade tem expectativa que a PPP de habitação do município avance em relação às realizadas pelo Estado de São Paulo. “Espero que a PPP ofereça flexibilidade para que o capital privado tenha condições de fazer ofertas melhores”, afirma Luna. Ele compara que o modelo de atuação em uma PPP é mais parecido com o de uma concessão do que com o da incorporação imobiliária tradicional.

Fonte Oficial: Valor.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!