Abate de bovinos cresce 3,8% no Brasil em 2017 – Jornal do Comércio

Em ano marcado pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que mirou os maiores frigoríficos do Brasil, o abate de bovinos cresceu 3,8% em 2017 ante 2016, de acordo com pesquisa divulgada ontem pelo IBGE. Foram abatidas 30,83 milhões de cabeças de gado – 1,1 milhão a mais do que no ano anterior. Esse foi o primeiro crescimento anual após três anos de queda.

A Operação Carne Fraca, deflagrada em março do ano passado, investiga o pagamento de suborno, por parte de empresas, a fiscais agropecuários para a liberação de carnes adulteradas no mercado. Diversos países chegaram a suspender temporariamente as importações de carne brasileira, entre eles Rússia, China, Chile e Egito.

Com isso, o abate de bovinos despencou 15,6% em abril do ano passado, na segunda maior queda mensal da série histórica iniciada em 1997, deixando o resultado do segundo trimestre negativo em 3%. “Foi um ano desafiador para a pecuária por conta da demanda ainda enfraquecida no mercado interno e da Operação da Polícia Federal Carne Fraca”, disse a gerente de pecuária do IBGE, Angela Lordão.

A crise reduziu a demanda dos brasileiros por carne bovina, levando todos os cortes de carne a registrarem queda nos preços no ano passado. Enquanto Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, de 2017 foi de 2,95%, o filé mignon, por exemplo, teve deflação de 5,53%, e a alcatra, de 4,95%.

Contribuíram para segurar o setor, segundo Angela, o aumento de 12,1% nas exportações de carne bovina, cujo principal comprador é a Rússia, e a maior oferta de animais devido a investimentos em reprodução para o aumento de efetivos. O Mato Grosso continua liderando o ranking dos estados no abate de bovinos, com 15,6% da participação nacional em 2017, seguido pelos vizinhos do centro-oeste Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goiás (10,3%).

O abate de suínos, que supera o de bovinos desde 2008, também cresceu no passado, 2%, chegando a 43,19 milhões de cabeças, um recorde da série histórica. Segundo Angela, a safra agrícola contribuiu para a queda no custo de produção dos suínos. “A supersafra agrícola e a redução no preço do milho e farelo de soja reduziram o custo com a ração e os produtores puderam expandir a atividade”, afirmou. Já o abate de frangos recuou 0,3% frente a 2016, depois de quatro anos de altas, totalizando 5,84 bilhões de cabeças. A aquisição de leite subiu 4,1% em relação a 2016 e chegou a 24,12 bilhões de litros no ano passado. É a primeira retomada depois de dois anos seguidos de queda na série histórica anual.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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