Consumidores esperam inflação de 5,3% em 12 meses a partir de março, aponta FGV – Jornal do Comércio

A mediana da inflação esperada pelos consumidores para os próximos 12 meses ficou em 5,3% em março ante 5,4% em fevereiro, informou nesta quinta-feira (22) a Fundação Getulio Vargas (FGV), que divulgou o Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores.

Com o resultado, o indicador permaneceu no nível mais baixo desde setembro de 2007, quando estava em 5,2%. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve uma redução de 2,2 pontos porcentuais.

“Seguindo a tendência prevista em meses anteriores, a expectativa de inflação dos consumidores para os próximos 12 meses mantém-se no nível de 5%. Como não se espera grandes flutuações no nível de preços, acredita-se que a expectativa de inflação dos consumidores se manterá nesse patamar nos próximos meses”, avaliou o economista Pedro Costa Ferreira, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Na distribuição por faixas de inflação, 44,7% dos consumidores projetaram inflação dentro dos limites de tolerância da meta (de 3% a 6%) perseguida pelo Banco Central.

Houve aumento de 4,3 pontos porcentuais na proporção de consumidores indicando inflação abaixo do limite inferior de 3%. O intervalo mais citado pelos consumidores foi entre o piso de tolerância de 3% e a meta de 4,5%, mencionado por 28% dos entrevistados.

A expectativa de inflação ficou relativamente estável em todas as faixas de renda, exceto para as famílias que recebem até R$ 2.100 mensais, que reduziram em 0,2 ponto porcentual a inflação prevista, para 6,4%.

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), encerrou 2017 em 2,95%.

O Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores é obtido com base em informações da Sondagem do Consumidor, que ouve mensalmente mais de 2,1 mil brasileiros em sete das principais capitais do País. Aproximadamente 75% dos entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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