Bolsas asiáticas fecham em forte queda com tensão comercial entre EUA e China – Jornal do Comércio

As bolsas asiáticas fecharam com perdas robustas nesta sexta-feira (23), seguindo o comportamento dos mercados ontem em Nova Iorque e na Europa, após os últimos desdobramentos da crescente disputa comercial entre EUA e China.

Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um memorando propondo impor tarifas a cerca de US$ 60 bilhões em produtos da China. Embora já fosse esperada, a iniciativa de Washington levou investidores a evitar ativos considerados mais arriscados, como ações, e a buscar abrigo em opções tidas como mais seguras, caso do iene, dos Treasuries e do ouro.

Em resposta à Casa Branca, Pequim anunciou que deverá adotar medidas retaliatórias contra quase 130 produtos americanos – incluindo carne suína e alumínio reciclado – no valor de US$ 3 bilhões.

Na China continental, o índice Xangai Composto registrou queda de 3,39%, a maior em seis semanas, encerrando o pregão de hoje a 3.152,76 pontos. O menos abrangente Shenzhen Composto sofreu um tombo ainda maior, de 4,49%, a 1.766,61 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 4,51%, a 20.617,86 pontos, também influenciado pela valorização do iene ante o dólar, fator que tende a prejudicar as ações de exportadoras japonesas.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi teve perda de 3,18% em Seul, a maior desde maio de 2012, terminando o dia a 2.416,86 pontos, enquanto o Hang Seng cedeu 2,45% em Hong Kong, a 30.309,29 pontos, o Taiex caiu 1,66% em Taiwan, a 10.823,33 pontos, e o filipino PSEi teve baixa de 1,89% em Manila, a 7.970,80 pontos.

As empresas asiáticas, muitas das quais dependem de exportações, tendem a ser prejudicadas se EUA e China forem adiante com as ameaças de medidas comerciais punitivas.

Analistas, porém, ressaltam que a reação da China ao anúncio de Trump ainda não foi tão significativa quanto se temia. Pequim, por exemplo, ainda não anunciou tarifas contra as duas maiores exportações dos EUA para a China: soja e peças de avião.

“Mantemos a visão de que a China está disposta a negociar e provavelmente oferecerá concessões”, comentou o Citibank. No entanto, “incertezas e o temor de uma escalada (nas tensões comerciais) deverão prejudicar o sentimento nos mercados no curto prazo,” acrescentou o banco americano.

Na Oceania, a bolsa australiana não foi poupada pelos temores comerciais e o S&P/ASX 200 recuou 1,96%, a 5.820,70 pontos, no seu pior desempenho desde o início de fevereiro. Grandes mineradoras, como BHP Billiton and Rio Tinto, caíram mais de 3% em Sydney, à medida que futuros de metais negociados na China chegaram a despencar 5% no começo da sessão de hoje, antes de fecharem em Xangai e Dalian com perdas acima de 4%.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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