Bolsas da Europa fecham em baixa com resposta de Pequim a tarifas dos EUA – Jornal do Comércio

As bolsas europeias voltaram a fechar em baixa na sessão desta sexta-feira (23) com o temor pelos efeitos para a economia global de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Na quinta-feira (22) o presidente americano, Donald Trump, assinou documento com tarifas de importação contra o país asiático que podem chegar ao valor de US$ 60 bilhões. Em resposta, Pequim ameaçou lançar barreiras sobre importações vindas dos EUA no valor de até US$ 3 bilhões.

As tensões, no entanto, não se limitam ao embate entre esses dois países. Embora a União Europeia, o Brasil e outras cinco nações estejam isentos da tarifação sobre a importação de aço e alumínio para os EUA enquanto negociam acordos com Washington, Trump sinalizou nesta semana que pode voltar seu canhão protecionista para automóveis importados da Europa.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,90%, aos 365,82 pontos. Na semana, acumulou queda de 3,15%. O subíndice de automóveis, por sua vez, cedeu hoje 1,90%.

Na bolsa de Londres, o FTSE 100 encerrou o pregão com recuo de 0,44%, para os 6.921,94 pontos. Assim, acumulou na semana uma baixa de 3,38%. O pacote tarifário dos EUA contra a China, que é o maior consumidor de metais básicos do planeta, pressionou ações de mineradoras listadas na praça londrina, como as da Anglo American (-2,28%), Antofagasta (-1,01%) e Glencore (-0,19%).

Em Frankfurt, o DAX 30 registrou perda de 1,77%, para os 11.886,31 pontos. É mais uma praça europeia a perder um nível de pontuação importante, neste caso o dos 12 mil pontos. Na semana, o composto alemão acumulou baixa de 4,06%. O medo de protecionismo contra automóveis europeus levou papéis desse setor a quedas fortes, com destaque para Volkswagen (-2,86%), Daimler (-1,98%) e Continental (-3,27%).

O CAC 40, da bolsa de Paris, fechou com baixa de 1,39%, aos 5.095,22 pontos. No acumulado da semana, cedeu 3,55%. Ações do setor de automóveis também sofreram nesta praça, a exemplo da Renault (-0,58%), enquanto as da siderúrgica ArcelorMittal (-3,38%) voltaram a ser pressionadas pelo ímpeto tarifário da Casa Branca.

Em Milão, o FTSE MIB encerrou o dia com recuo de 0,49%, para os 22.289,10 pontos, e a semana com baixa acumulada de 2,49%. As ações da Fiat Chrysler cederam 1,65%.

Na bolsa de Madri, o Ibex-35 registrou baixa de 0,99%, para os 9.393,10 pontos, e na semana acumulou perda de 3,77%. Já o PSI-20, em Lisboa, fechou em queda de 0,57%, aos 5.342,53 pontos, com perda de 1,72% na semana.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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