Bolsas de NY têm maior baixa semanal em dois anos – Valor

SÃO PAULO  –  As medidas protecionistas do presidente americano, Donald Trump, continuaram a espalhar pessimismo pelos mercados globais nesta sexta-feira (23). Os principais índices da Europa, Japão, Xangai e Hong Kong voltaram a cair hoje e estenderam a queda na semana para mais de 3%. Em Nova York, as baixas aceleraram na última hora de sessão e levaram o Dow Jones e o S&P 500 ao recuo semanal mais forte desde janeiro de 2016.

Pressões de todos os lados não faltaram para derrubar os índices americanos ao longo da semana. Do noticiário corporativo, o Facebook arrastou o setor de tecnologia ao ser colocado no centro de um debate sobre privacidade em redes sociais. No campo político, Trump confirmou a taxação na importação de produtos da China, cujo impacto pode ser de até US$ 60 bilhões. A China apresentou, em retaliação, US$ 3 bilhões em tarifas contra os Estados Unidos.

No fechamento, o Dow Jones caiu 1,77%, aos 23.533,20 pontos, o S&P 500 recuou 2,10%, aos 2.588,26 pontos, e o Nasdaq registrou baixa de 2,43%, aos 6.992,66 pontos — na semana, as baixas acumuladas foram de 5,67%, 5,95% e 6,54%, respectivamente. O Dow Jones, por exemplo, retrocedeu 1.414 pontos só nesta semana, atingindo o nível mais baixo desde novembro do ano passado.

Na prática, as tarifas anunciadas por Trump não terão um grande impacto na economia, mesmo se implementadas em sua íntegra. Mas isso não necessariamente dita como os participantes do mercado vão reagir, disse Andre Hunter, economista da Capital Economics. A reação dos investidores na quinta (22) e nesta sexta mostrou “que existe um risco claro de a confiança continuar a piorar. E o risco de uma escalada do conflito comercial com a China pode ser muito maior”, afirmou.

Entre as commodities, o petróleo fechou na máxima de oito semanas, anotando ganhos de mais de 5% na semana. Os contratos do Brent para maio fecharam em alta de 2,2%, a US$ 70,45 por barril, na ICE, em Londres, ultrapassando a marca dos US$ 70 pela primeira vez desde janeiro. Os contratos do WTI para o mesmo mês subiram 2,5%, a US$ 65,88 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Fonte Oficial: Valor.

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