Ibovespa cai 0,25% e dólar avança 1,29% com cenário externo – Jornal do Comércio

O Ibovespa sucumbiu ao mau humor global e, mesmo com um motivo forte para a valorização – como a perspectiva de um novo corte nos juros básicos -, não conseguiu sustentar a alta registrada na segunda etapa do pregão desta quinta-feira. Perto do fim da sessão de negócios, o mercado acionário em Wall Street aprofundou as perdas e a bolsa local bateu sucessivas mínimas, levando o índice à vista a fechar em queda de 0,25%, aos 84.767 pontos.

Os principais índices em Nova Iorque recuaram em torno de 2,5% muito influenciados pelas novas investidas protecionistas do presidente Donald Trump contra a China, além do peso da queda das ações do Facebook sobre o grupo de empresas de tecnologia.

No meio da tarde, o Ibovespa tinha conseguido superar os 85 mil pontos. Na máxima, chegou aos 85.443 pontos com o apoio, sobretudo, de empresas do setor de aço. A CSN e a Usiminas lideravam as maiores altas da carteira do índice e estavam entre as mais negociadas naquele momento do dia em que os EUA anunciaram que as tarifas sobre o aço e o alumínio não devem entrar em vigor nesta sexta-feira para Brasil, Argentina, Europa e Austrália.

No pregão desta quinta-feira as ações da Petrobras recuaram 0,55% (ON) e 1,50% (PN) em linha com a desvalorização dos contratos futuros de petróleo negociados no exterior, enquanto Vale ON perdeu 1,34%, na esteira da desvalorização do minério de ferro no mercado à vista chinês.

Passadas as reuniões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, os mercados voltaram suas atenções novamente aos riscos das iniciativas protecionistas do presidente norte-americano, Donald Trump. O dia foi de valorização generalizada do dólar ante outras divisas pelo mundo, mas no Brasil o movimento teve o reforço de questões internas, como o julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal (STF).

O dólar já iniciou o dia em alta e terminou a sessão cotado a R$ 3,3083 no mercado à vista, com alta de 1,29%. Os negócios somaram US$ 1,180 bilhão, de acordo com os dados da B3.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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