Petróleo sobe após confirmação de conselheiro ‘linha-dura’ dos EUA em temas do Irã – Jornal do Comércio

O petróleo fechou a última sessão da semana com ganhos acima de 2%, na esteira da confirmação pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que John Bolton, conhecido pela visão “linha-dura” em relação ao Irã, será o novo Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca. Assim, cresce a probabilidade de haver novas sanções contra Teerã, que podem restringir a produção de petróleo no país. Essa perspectiva vai ao encontro da preocupação de longa data de nações produtoras com um possível excesso de oferta global da commodity.

Além disso, outro fator de suporte para os preços do óleo foram os comentários do ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih, de que os cortes de produção da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), atualmente em curso, podem prosseguir em 2019. Na Nymex, em Nova Iorque, o petróleo WTI para maio fechou em alta de US$ 1,58 (+2,46%), a US$ 65,88 por barril. Na ICE, em Londres, o Brent para maio subiu US$ 1,54 (+2,23%), a US$ 70,45 por barril, a maior cotação deste contrato desde janeiro.

O Commerzbank aponta em relatório a clientes que Trump pode condicionar a isenção permanente de alguns países da tarifação dos EUA sobre aço e alumínio à participação dessas nações em novas sanções ao Irã. “Afinal, os Estados Unidos sozinhos teriam virtualmente nenhum impacto sobre a produção de petróleo iraniana, pois não importam óleo” de Teerã, pondera o banco alemão.

Já a consultoria RBC alerta sobre como a chegada de Bolton à Casa Branca faz o risco “migrar” de um cenário em que Trump “meramente escolhe não estender a suspensão de sanções para além de 12 de maio” para “esforços ativos para mudar o caráter do regime iraniano”. “É improvável que (Bolton) se intimide com preocupações sobre irritar aliados europeus ao forçar as empresas desses países a escolher entre investir no Irã e acessar os mercados de capitais dos EUA”, afirma a RBC.

Sobre o comentário do ministro saudita, o Commerzbank aponta ainda que “se Al-Falih acredita ser necessário manter os cortes em 2019, ele está essencialmente admitindo que a Opep não tem razão para elevar sua produção”. “Esse não é um sinal positivo para os preços de petróleo”, diz o relatório do banco alemão.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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